Momento fecundo para refletir

Momento fecundo para refletir


A Copa do Mundo FIFA/ Brasil 2014 está indo para as semifinais, até o momento com tudo “dando certo”. Provavelmente o evento vai chegar a final com muita alegria e poucos transtornos. Algumas coisas precisam ser pensadas para o futuro, o Brasil poderia te se preparado com muito mais tranqüilidade e planejamento. As  relações das autoridades com a comunidade, com a imprensa, com os organismos estrangeiros e principalmente com a FIFA poderiam ter sido muito melhor. O que emperrou as tratativas foi uma absurda burocracia a polarização político partidária, além é lógico da onda de manifestações implantada por grupos ideológicos "Anonymus e Black bloc". Bom você dirá, e eu vou concordar, que em outros países esses mesmas forças agiram e lá não havia o fato “Copa do Mundo”, mas aqui a ligação entre a copa e a retórica que se formou nas manifestações nos leva a pensar se isso já era previsível? Será que alguém poderia ter informado nossas autoridades de que ao se colocar como anfitrião do evento corria-se o risco de ter essa onda de ações destrutivas? E os países que receberão a FIFA no futuro estão atentos ao que aconteceu aqui? O país ao assumir um compromisso tão grande correu riscos além de sua capacidade de enfrentá-los? A demora que foi sentida na finalização de obras e de estrutura para receber as seleções, suas autoridades e suas torcidas não seria a mesma que vem mantendo o pais com baixo crescimento econômico? Nossa legislação, principalmente trabalhista e tributária, ainda é compatível com o mundo atual? Que novas formas de relações entre Trabalho, Emprego e Renda, precisam surgir para que o Brasil consiga um maior patamar de desenvolvimento econômico? Isso é viável ou é só mais uma utopia com a qual precisamos lidar? Como devemos lidar com empresas e grandes corporações daqui para frente?
Para que continue tendo “Copa do Mundo” é preciso ter o Mundo. Para continuar tendo uma Organização das Nações Unidas é preciso continuar tendo Nações, as corporações não podem ser maiores e mais poderosas do que os países. Precisamos manter a nossa diversidade tanto étnica como cultural, as nossas características. Precisamos evoluir sem perder a identidade.
Uma imagem forte do dia de hoje foi a de homens fortemente armados aterrorizando as cidades do Iraque, usam roupas típicas, antigos códigos morais, mas atacam as cidades em moderníssimas camionetes e carros de luxo. Querem submeter sua população a coisas ultrapassadas e usufruir dos benefícios da vida moderna. Isso é incoerente, fazem parecer que suas divergências são insuportáveis e motivo para a guerra, querem viver como antigamente, mas só da parte que lhes convém das antigas coisas. São contra governos democráticos, mas devem usar a internet. Provavelmente querem ter energia elétrica, relações com países exteriores, armas modernas e para sua população querem a crucificação. Como os “manifestantes” brasileiros que querem quebrar um carro a pauladas, como se fossem trogloditas, e postam o vídeo no yuo tube, como se fossem pessoas evoluídas, usando banda larga. Quem desenvolveu a tecnologia, quem mandou homens ao espaço? Os Imperialistas Capitalistas. Querem catraca livre, um “governo de esquerda” e cartão de crédito ilimitado, roupas de marca. Querem acabar com a fome e são contra a tecnologia no campo incluindo os alimento transgênicos, que consideram um horror. Querem usar drogas e não querem morrer cedo nem a violência que o tráfico causa. Querem voar em carros potentes e não investir em estrada.
Corporações- Nações acho que essa relação em breve vai mudar, como será? Ainda não sabemos, mas tudo isso é pensado e definido por seres humanos, por nós. O capitalismo deve mudar e essa mudança vai ser para melhor. Podemos sentar e chorar ou ir moldando a mudança.


Fernanda Blaya Figueiró  

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