Festa colorada...
O Inter e
a torcida estão de parabéns pela festa de reabertura do Beira
Rio, ontem o espetáculo lembrou uma epopéia e levou um grande
público, com uma bilheteria cara, transmitido simultaneamente pela
televisão. Tudo deu certo, não houve confusão, o espetáculo
agradou, emocionou ao público. Hoje o Estádio está lotado para um
jogo amistoso e nas mesmas condições com transmissão ao vivo. Que
lição para produtores de espetáculos, o que levou o público até
lá? A paixão. Futebol é paixão. Eu não fui, porque detesto
multidões, assisti em casa e achei tudo muito bem feito. O que ficou
para mim de “lição” é que o povo gosta de coisas boas e bem
feitas. O que vem afastando o torcedor dos estádios? Acho que é a
violência. Como é mais emocionante, até para quem assisti em casa,
ver que o estádio está cheio e com vida, com vibração. Acredito
que a presença da torcida seja determinante para o time. Sentir-se
importante, valorizado pelo público, pela imprensa. Receber críticas
sim, faz parte, mas será que o excesso de críticas pejorativas e a
elevada cobrança não tem atrapalhado o sucesso de alguns técnicos
e jogadores. Senti, por exemplo, que foi uma pena o Forlan não esta
lá, o Dunga e outros personagens. Senti falta do rádio, de ouvir
algumas vozes conhecidas, de veículos diferentes. Hoje o Grêmio
(eles) fizeram uma homenagem ao Inter(nós), achei isso muito bom.
Uma outra coisa que me chamou a atenção foi a diversidade de
personagens em uma festa quase bilíngue, ao longo de toda a
história e isso torna a presença do Penharol muito simbólica. Se
na Copa as coisas acontecerem como nestes dois dias o Brasil fará
muito bonito e terá um espetáculo memorável para quem estará nos
estádios ou assistindo em casa. Agora se podemos agir assim e ser
assim com o futebol podemos também ser com saúde, educação,
política, segurança... Se a torcida tivesse deixado o time de lado
durante este tempo em que ficou em “casa alugada” o resultado não
teria sido tão bom assim. Isso nos mostra que talvez tenhamos
deixado de lado as escolas, os postos de saúde, as urnas, deixamos
de nos importar com algumas coisas. Hoje fui a redenção e na volta
peguei o ônibus na rua Venâncio Aires,próximo a João Pessoa, o ônibus
demorou deve ter atrasado devido ao trânsito. Estava quente e a rua estava muito suja, muito suja mesmo, com um odor no ar. Ali há
restaurantes, armazéns e a sujeira destoa. Normalmente não é
assim, tirando a festa como exemplo, os moradores dali tem que
se importar. Tem que ligar e perguntar, aconteceu algo para a rua
ficar assim? Quem visita a cidade olha para esses detalhes, percebe,
a impressão que fica é de descuido. Para que até a copa isso mude
é preciso começar logo. E para que permaneça também. Se a
comunidade quiser muda.
Fernanda
Blaya Figueiró
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