Educação em colapso-
continuação do texto de ontem
Ontem comecei um texto
provocativo sobre o caos na educação pública, meio de ironia e
brincadeira. Mas como escritor é um bicho mais criativo do que
objetivo hoje voltei a pensar e acho que meu texto de ontem não está
tão absurdo e nem tão longe de ser executável. Como utilizar
melhor as verbas públicas destinadas a educação e valorizar a
profissão de professor. Bem meu texto provocava os professores
falando no fim do concurso público e na choradeira que fazem por
ganhar pouco. Num sistema que tem que atender um número enorme de
alunos ou seja precisa de uma grande quantidade de profissionais para
atender a demanda a realidade salarial acaba sendo de salários
baixos, porque não é possível remunerar bem a todos os atores. Bem
estamos no tempo da Internet e toda a educação poderia ser feita
via aulas a distância. Calma. A presença de pessoas na sala de aula
continuaria importantíssima, mas poderíamos ter um novo
profissional, um monitor ou auxiliar de educação ou ainda os
antigos normalistas, com formação de ensino médio, que ficassem
nas salas de aula e acompanhassem as aulas a distância, com
remuneração menor do que a dos professores com nível superior e
que poderiam atender várias escolas por vídeo aula e eventualmente
serem contratados para dar aulas presenciais, em locais como o
auditório da escola. Monitores poderiam ser até ex alunos das
escolas, com a devida formação ou pais de alunos , desde que também
passassem por algum curso rápido de formação. Sendo moradores dos
bairros problemas como demora no deslocamento, custo de passagens
tudo isso poderia ser diminuído. Além de que nenhuma turma perderia aula por falta de professor, cursos como matemática, ciências,
física, geografia, que tem poucos profissionais poderiam monitorar a
distância a ação de seus alunos, em centros de ensino ou em
convênio com universidades. As escolas poderiam ter, como muitas já
tem, o círculo de pais e mestres ou associações de pais, alunos e
mestres para contratar e gerenciar a ação de monitores. Assim o
professor seria na escola um especialista e não o único ator na
educação. É possível mudar a realidade. Se não gostaram da idéia
de monitor poderia ser de professor geral, como o médico clínico
geral, que sabe um pouco de tudo e encaminha aos especialistas. Esse
professor,como os de primeira a quarta série, poderia monitorar o estudo dos
alunos e nos casos em que não conseguisse entender ou resolver as
dúvidas poderia acessar os mestres especializados. Além do que
alunos com boa formação em algumas áreas poderiam virar monitores
ao longo do tempo em que estão na escola. Vamos pensar em
coisas boas para educação, falar em como melhorar e o Universo vai
nos ajudar a mudar o dia-a-dia na sala de aula. Faltou um
professor não mande a turma toda embora, ligue uma aula a
distanciar(dentro do conteúdo que a turma está desenvolvendo,
basta ter uma planilha de atividades numeradas, como um receituário)
e aproveite o tempo, com tablets ou por dvd, crie no aluno a
responsabilidade sobre o espaço de aula, não ser só receptor, mas
também ser um ator do ensino. Feriadão, por exemplo, só se fora
na sexta ou na segunda. Professores, alunos, políticos,
jornalistas, pais, comunidade parem de se fazer de vítimas, chega de
mi mimi.
Sei que meu blog é
pouco lido e que leva um tempo para que as idéias circulem(dois
minutos), se alguém gostar sendo político, comunicador ou outra
pessoa pode se apropriar e melhorar essa idéia. Precisamos praticar
o desapego, mas vamos ir pensando e construindo, colocar a rolar até
que a pedra fique sem arestas.
Fernanda Blaya Figueiró
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