Oi, amigos!!
Estou temporariamente sem meu computador, que foi para o conserto,é uma sensação bem estranha e meio "doida" porque parece que ficarei "desligada" por um tempo. Estou usando o computador da minha filha, mas não é a mesma coisa. Isso me fez perceber que a possibilidade de ficar sem o computador é bem angustiante. Mas ao mesmo tempo bem libertadora. O Brasil agora está super preocupado com a violência que atingiu um cinegrafista, no Rio, a tempos que os protestos ganharam uma conotação diferente, um incentivo a violência, pela violência. Ainda não está claro de onde partiu esta onda de ataques e a tentativa de desestabilizar o país, que na minha opinião, é forjada fora daqui. A Rússia ontem deu um show de beleza na abertura dos jogos olímpicos de inverno. Mostrou as inúmeras transformações que passou ao longo da história, a importância da arte, do sonho, das ideias. Erros e acertos. Aqui no Brasil um policial federal , durante uma manifestação, disse que a Polícia Federal não tem recursos, nem financeiros nem humanos, para fazer o trabalho de segurança para a Copa do Mundo, achei maravilhosa essa declaração, ele continuou dizendo que o Exército vai ter que ajudar. Faltam cinco meses para o evento e alguém teve a coragem de dizer o que ninguém quer ouvir, os protestos que ainda estão acontecendo estão fora de controle e parecem mais uma ação voluntária, planejada e com claras intenções políticas. Uma ação que mais se aproxima do "terrorismo" do que de uma reinvindicação política e social. Estão usando a atenção que a "Copa do Mundo" trouxe para o país como uma arma para dar a impressão de que a sociedade está pior do que realmente está. Para mim isso tem a ver com uma tentativa de manter o país sub-desenvolvido e menos "poderoso". A semana passada assiti a um filme chileno "Glória" que mostra como a mesma sensação que estamos vivendo aqui se reproduz lá. Os personagens do filme em determinado momento dizem que tudo o que foi construído no país parece que está sendo agora destruído. Hoje assisti a um antigo filme "o leão de sete cabeças", fala sobre a ilusão de uma luta pela independência na África, a manipulação do desejo do povo. Agora que um cinegrafista foi atingido e que a realidade da violência está ficando mais clara, as coisas podem mudar. Nossa população está sendo incitada a "revolta", está sendo manipulada para criar uma situação caótica. Imagens de um país destruído, a Síria, chocam esta manhã quente de sábado. Não é isso o que o povo quer. É só o direito de se expressar, o combate a corrupção e o uso correto do dinheiro público. No ano passado eu falei em uma reunião do "Conselho Municipal de Cultura" que na minha opinião o Estado não é Pai( provedor do sustento dos artistas) e um senhor me disse "Mas também não é filho "( sustentado pelo pai). Essa parece ser uma discussão boba, com termos populares, mas no fundo o que estamos buscando é uma melhor definição e eficiência sobre o papel do Estado e o do Cidadão, o que compete a um e o que compete ao outro( não tem ponto de interrogaçaõ neste teclado). fiquei apavorada com a imagem da semana passada em que um fusca é queimado com pessoas dentro. Passou batido, ganhou pouca importância, eram pessoas comuns. Espero do fundo do coração que o cinegrafista sobreviva e que os responsáveis pela tentativa de assassiná-lo sejam presos, julgados, cumpram pena, tudo dentro do que a lei estabelece. O Brasil não quer viver novos períodos de escuridão e de medo. Não quer conviver com novos "desaparecimentos", com censura, com exílio. Tem uma antiga canção do Gonzaguinha que diz mais ou menos isso "Eu preciso ter consciência do que represento neste exato momento". Falando em relações interpessoais. Mas serve também para a nossa relação com o Estado, e a tomada de consciência tem que ser bilateral. O que cada um de nós faz, pensa, e representa neste exato momento. É preciso tomar um choque de realidade logo para não se dar conta de que foi usado quando já for tarde de mais. Que os governantes tenham a sensibilidade de saber que neste momento representam a possibilidade do país se tornar melhor. Que a copa pode dar ao povo a sensação de que somos capazes, de que nossa arte, nosso pensamento, nossa sociedade é tão boa como as de primeiro mundo. Elevar a auto estima da população, o Brasil tem problemas, sim muitos. Mas são problemas universais, enfrentados por todos os países. É possível reverter os problemas sem recorrer a violência.
Fernanda Blaya Figueiró
Estou temporariamente sem meu computador, que foi para o conserto,é uma sensação bem estranha e meio "doida" porque parece que ficarei "desligada" por um tempo. Estou usando o computador da minha filha, mas não é a mesma coisa. Isso me fez perceber que a possibilidade de ficar sem o computador é bem angustiante. Mas ao mesmo tempo bem libertadora. O Brasil agora está super preocupado com a violência que atingiu um cinegrafista, no Rio, a tempos que os protestos ganharam uma conotação diferente, um incentivo a violência, pela violência. Ainda não está claro de onde partiu esta onda de ataques e a tentativa de desestabilizar o país, que na minha opinião, é forjada fora daqui. A Rússia ontem deu um show de beleza na abertura dos jogos olímpicos de inverno. Mostrou as inúmeras transformações que passou ao longo da história, a importância da arte, do sonho, das ideias. Erros e acertos. Aqui no Brasil um policial federal , durante uma manifestação, disse que a Polícia Federal não tem recursos, nem financeiros nem humanos, para fazer o trabalho de segurança para a Copa do Mundo, achei maravilhosa essa declaração, ele continuou dizendo que o Exército vai ter que ajudar. Faltam cinco meses para o evento e alguém teve a coragem de dizer o que ninguém quer ouvir, os protestos que ainda estão acontecendo estão fora de controle e parecem mais uma ação voluntária, planejada e com claras intenções políticas. Uma ação que mais se aproxima do "terrorismo" do que de uma reinvindicação política e social. Estão usando a atenção que a "Copa do Mundo" trouxe para o país como uma arma para dar a impressão de que a sociedade está pior do que realmente está. Para mim isso tem a ver com uma tentativa de manter o país sub-desenvolvido e menos "poderoso". A semana passada assiti a um filme chileno "Glória" que mostra como a mesma sensação que estamos vivendo aqui se reproduz lá. Os personagens do filme em determinado momento dizem que tudo o que foi construído no país parece que está sendo agora destruído. Hoje assisti a um antigo filme "o leão de sete cabeças", fala sobre a ilusão de uma luta pela independência na África, a manipulação do desejo do povo. Agora que um cinegrafista foi atingido e que a realidade da violência está ficando mais clara, as coisas podem mudar. Nossa população está sendo incitada a "revolta", está sendo manipulada para criar uma situação caótica. Imagens de um país destruído, a Síria, chocam esta manhã quente de sábado. Não é isso o que o povo quer. É só o direito de se expressar, o combate a corrupção e o uso correto do dinheiro público. No ano passado eu falei em uma reunião do "Conselho Municipal de Cultura" que na minha opinião o Estado não é Pai( provedor do sustento dos artistas) e um senhor me disse "Mas também não é filho "( sustentado pelo pai). Essa parece ser uma discussão boba, com termos populares, mas no fundo o que estamos buscando é uma melhor definição e eficiência sobre o papel do Estado e o do Cidadão, o que compete a um e o que compete ao outro( não tem ponto de interrogaçaõ neste teclado). fiquei apavorada com a imagem da semana passada em que um fusca é queimado com pessoas dentro. Passou batido, ganhou pouca importância, eram pessoas comuns. Espero do fundo do coração que o cinegrafista sobreviva e que os responsáveis pela tentativa de assassiná-lo sejam presos, julgados, cumpram pena, tudo dentro do que a lei estabelece. O Brasil não quer viver novos períodos de escuridão e de medo. Não quer conviver com novos "desaparecimentos", com censura, com exílio. Tem uma antiga canção do Gonzaguinha que diz mais ou menos isso "Eu preciso ter consciência do que represento neste exato momento". Falando em relações interpessoais. Mas serve também para a nossa relação com o Estado, e a tomada de consciência tem que ser bilateral. O que cada um de nós faz, pensa, e representa neste exato momento. É preciso tomar um choque de realidade logo para não se dar conta de que foi usado quando já for tarde de mais. Que os governantes tenham a sensibilidade de saber que neste momento representam a possibilidade do país se tornar melhor. Que a copa pode dar ao povo a sensação de que somos capazes, de que nossa arte, nosso pensamento, nossa sociedade é tão boa como as de primeiro mundo. Elevar a auto estima da população, o Brasil tem problemas, sim muitos. Mas são problemas universais, enfrentados por todos os países. É possível reverter os problemas sem recorrer a violência.
Fernanda Blaya Figueiró
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