Hora luz, hora sombra.
Nós sabemos que a
violência existe, nem por isso precisamos vivê-la, pelo menos não
no cinema nas artes, na televisão. Tem como evitar que essa
realidade dura se perpetue? Somos luz e sombra, hora luz, hora
sombra. A vida é a eterna escolha entre essas duas realidades, não
viemos ao mundo para sofrer, nem para sermos poupados do sofrimento,
viemos para superar. Há alguns dias que não assitia a um filme no
cinema, uma das coisas que mais gosto de fazer, porque não me sentia
atraída pelas sinopses e pelas histórias. Hoje abri o jornal e lá
estava: A grande beleza. O título não me chamou muito a atenção
mas a ideia, de um passeio pelas belezas de uma grande cidade como
Roma, sim. Eu teria chamado o filme de “As Belas Artes”, porque,
para mim, é disso que se trata, da busca do Belo em várias
linguagens. “Eu não nasci para as belezas do mundo”, ou algo
similar, diz uma das muitas personagens complexas do filme. Todos nós
nascemos para as belas coisas. Nenhum de nós veio a este mundo para
sofrer. Ironicamente o filme mostra uma bela sala em que só as
princesas tem acesso e alguns poucos eleitos. Mas a imagem mais bela
“o voo dos flamingos” acontece a céu aberto, ao alcance de
qualquer um. O filme também pergunta “e de nós o que vai
ficar?” Tudo não passa de um truque. Estar aqui, ou não estar,
ser luz ou ser sombra. Isso iniciou como um poema mas tem informação
desnecessária demais então acabou assim um pensamento.
Fernanda Blaya Figueiró
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