2013 um ano histórico

2013 um ano histórico



Como saber quais são os fatos que fazem parte de uma mudança histórica? Este me pareceu ser um ano que vai ficar marcado pela mobilização, o movimento das massas, para mim um movimento artificial, mas para muitos não. Conseguimos pensar nisso sem fechar a porta para a outra possibilidade. Pelas revelações sobre a espionagem e pela uniformização do mundo. Todos espionam e são espionados. Tudo envolve dinheiro, logo poder. No Brasil acho que estamos mais perto de um amadurecimento da política. O mensalão vai ficar na história, mas o partido dos trabalhadores, mesmo desgastado, sobreviveu ao furacão e antigas e respeitadas siglas voltaram ao cenário. Os partidos e seus políticos não são descartáveis. Muito otimismo para uma pessoa só? Pode ser. Mas a Constituição prevaleceu, combateu a “tentativa” de mudanças radicais e não muito fundamentadas e discutidas. Nossa Constituição mostrou que veio para ficar. Modificá-la não vai ser “barbada”. A proliferação de siglas partidárias temporárias acho que vai passar. O que significa na presente conjuntura ser capitalista, socialista, comunista, social-democrata, democrata, republicano, anarquista, sustentabilista? Já vivemos a globalização e os impactos das ações de uma nação são sentidos na cadeia toda. A cena é complexa, mas está funcionando. Nosso desafio para os próximos anos será o de entender como o mundo está funcionando. Onde o dinheiro está e como ele está girando? Humanitariamente resta saber como erradicar a fome? Como tornar os seres humanos mais iguais sem a divisão geográfica e política. Como tornar os direitos humanos, direitos de todos os humanos. Como convencer as novas gerações que nada do que existe hoje foi conseguido com facilidade e sem energia. A paz de hoje foi construída, não veio de graça. Acho que este foi um ano que nos fez pensar.


Fernanda Blaya Figueiró  

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