Petróleo é a palavra da crise

Petróleo é a palavra da crise

Iraque, Turquia, Síria, Venezuela, Brasil quem no mundo tiver um copinho só do líquido mais precioso do mundo será espionado, monitorado, acompanhado de perto. Os países do mundo estão de olho uns nos outros. As empresas estão de olho umas nas outras. Soberania, privacidade? Seriam coisas do mundo pré virtual? De um mundo que não existe mais. O Brasil vai precisar investir em Sistema de Segurança, estratégias de proteção dos dados e das empresas. “Anti vírus” e “guerreiros” do mundo virtual. A verdade nessa coisa toda é que não sabemos o que estamos vivendo. Quando sentamos na frente do computador e olhamos para ele, ele olha para dentro de nós. O novo abismo. “Quem lida com monstros monstro se torna?”. Fazer beicinho para um país, o mais poderoso dentre eles, que pode invadir os outros e subjugar seria a atitude mais sensata? Eles precisam de nós? Sim.E nós precisamos deles? Sim. O Brasil é santo e nunca espionou ninguém? Acho que foi certo endurecer o jogo mas também é preciso saber quando e como voltar para a trincheira.
É quase como uma pessoa muito bonita que se despe na beira da praia e não quer ser olhada. O país está mergulhado em escândalos, em notícias de corrupção, de verbas mal utilizadas, de atraso nos programas de aceleração do crescimento. Tem um mercado enorme emergente e mal gerenciado e não quer que as empresas que querem vir para cá conheçam a realidade do país. Estamos belamente nus na beira da praia acenando para todo o mundo e não queremos ser investigados, não queremos tirar o fotoshop, as marcas de cirurgias plásticas, os cabelos tingidos etc...



Fernanda Blaya Figueiró

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