Nossa
Constituição
A
Constituição é nossa "lei maior" precisa de algumas mudança de tempos em tempos para acompanhar as necessidades do País.
Só que com muito cuidado e zelo. Em uma das inúmeras reportagens
que assisti sobre os conflitos e protestos uma me chamou a atenção:
um rapaz protestava com seu cartarzinho e um repórter perguntou a
ele o que acha que deveria ser feito, ao que ele respondeu “-Isso é
com os cabeções(ou seja os antigos sábios) eu só estou aqui
protestando!” Essa frase resume o pensamento da grande maioria, ou
seja algo tem que ser feito com urgência só que ninguém
sabe bem o que. Ontem a Presidente Dilma falou em fazer uma mudança
na Constituição Brasileira sem a participação dos políticos,
isso é muito perigoso, pois vai chamar apenas os seus “cabeções”,
ou seja algo tão importante como uma reforma política pode acabar
tendo uma orientação unilateral. Há dois meses assinei um
abaixo-assinado que reivindicava uma reforma política, porque
acredito que ela é necessária. O documento é de mil novecentos e
oitenta e oito e restaurou a democracia no Brasil, acho absolutamente
normal que ele seja repensado para melhorá-la, mas não
substituído.
Em
algum momento da fala da presidente ontem ela disse aproximadamente
que: “Os políticos não vão votar itens contra eles...” Eles e
nós! A presidente esqueceu que é também uma política e que está
atualmente no governo, logo os protestos são contra ela também. E
ela aprovaria mudanças com as quais não concorda ou usaria o poder da caneta para impor a sua vontade? Precisamos de uma reforma política:
sim. Que reforma? Bem precisamos chamar os “cabeções” de todas
as correntes para nos informar e podermos decidir. Pois como disse o
rapaz nós somos o movimento, talvez caótico, e eles vão
agora ordenar as coisas. Esperamos que o governo não aproveite a
situação para nos fazer engolir mudanças que favorecem somente a
um lado.
O
foco mudou da falta de mobilidade urbana, do alto custo da mesma e da
insatisfação com a corrupção para uma agenda do governo. Não sou
contra, acho que as mudanças são necessárias e urgentes, antes das
próximas eleições, mas não podem ser feitas no oba-oba. Tudo tem
que ser feito de forma legal e transparente, para não usar a energia
do povo contra ele. Uma reforma administrativa é tão vital quanto a
política, o serviço público brasileiro é mal preparado e
ultrapassado, temos um funcionalismo público lento, uma máquina
pesada e defasada, que muitas vezes atrapalha o crescimento do país
perdido em corrupção e burocracia. A gurizada não cansa de dizer
que quer mais educação, mas quando são criadas vagas de cursos de
qualificação profissional não são preenchidas, mais educação só
faz sentido se em algum momento essa gurizada quiser trabalhar.
Talvez baste um melhor gerenciamento dos recursos da educação pois
eles existem, são fartos e mal utilizados.
Se
um especialista, vamos supor de um japonês (cidadão morador de um
país símbolo de boa administração) olhasse para a grande
quantidade de recursos financeiros que o país tem e a pouca
eficiência em solucionar problemas talvez pudesse nos dar uma luz.
Fico até imaginando:
“ Brasileiros
faças assim: Limpem tudo, organizem tudo, descartem o que não
serve, faça primeiro o essencial e utilize bem seu tempo e seus
recursos”. Em poucos meses essa máquina já funcionaria melhor.
Fernanda
Blaya Figueiró
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