Serviço doméstico



Serviço Doméstico


Os trabalhadores domésticos estão festejando seus novos direitos, isso é ótimo. Acredito que inicialmente a novidade irá ser benéfica já a longo prazo creio que o número de servidores irá cair, impactando a economia. Não que eu tenha uma bola de cristal, mas porque isso já aconteceu em outros países. Ontem eu ouvi um senhor comentando que na construção civil já há uma falta de profissionais, qualificados então falta mais ainda. Disse ele. “os velhos estão voltando a ativa porque a “gurizada” não quer mais pegar no pesado.” No serviço doméstico está acontecendo a mesma coisa, vai ficar tão caro empregar e a mão de obra é tão desqualificada que as casas terão que ser incrementadas com maquinário e os serviços dispensados. Ou como acontece em outros locais vai aumentar o emprego de trabalhadores ilegais como imigrantes, foragidos do sistema prisional etc... Para mim a imagem que fica é do filme Biutiful com Javier Bardem, para quem não assistiu, o filme fala sobre a exploração do trabalho de imigrantes ilegais e a decadência de todo um sistema de emprego, já indicava a  forte crise que a Espanha e outros países estão passando. Então é de se perguntar: os trabalhadores não teriam direito aos novos benefícios? Acho que tem sim, só que o Estado tem que entender quais são os impactos de suas decisões. Como vai intermediar essa nova forma de relação trabalhista. O empregador vai ter que avaliar a relação custo benefício antes de contratar. Por exemplo para uma professora que trabalha quarenta e quatro horas semanais e tem dois filhos, gastos com aluguel, alimentação, escola, transporte, segurança, lazer... Será que vai caber em seu orçamento contratar uma empregada doméstica e um contador para fazer depósito de fundo de garantia e administra os outros encargos? Já a economia informal acredito que vai decolar, eu mesma já há muitos anos contrato apenas diaristas autônomas, elas trabalham por dia recebem e são suas próprias empreendedoras, acho essa relação muito mais saudável e eficiente. A diarista tem a liberdade de permanecer com as empregadoras que se adapta e as empregadoras também tem mais liberdade de decisão e um ônus muito menor. E o empregado vai ter que se qualificar melhor.Como chegamos ao equilíbrio?

Fernanda Blaya Figueiró 

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