Nem esquerda, nem
direita: algumas divagações!
O mundo anda mudando
rápido e assustadoramente, as ideologias não estão conseguindo
acompanhar esta mudança. Vem da velha Roma a sacudida que era
necessária: o Papa renuncia e atrai o olhar do Povo da Igreja. Um
comediante inicia uma mudança real no mundo da política, atrai o
olhar do cidadão comum. É sim possível pensar no mundo com um
olhar diferente. Será que as academias também não ficaram para
trás com discursos presos aos conceito de Direita e Esquerda,
Capitalismo, Socialismo, Comunismo? A globalização mudou a forma de
ação dos agentes sociais, agora precisa renovar a forma de ação
dos Estados. Não é mais possível que a sociedade carregue nas
costas os imensos corpos das instituições estatais, porque com toda
a tecnologia e avanços nos sistemas as repartições públicas
continuam ineficientes e pesadas? Ouvi na televisão que serão
abertas inúmeras vagas novas por concurso público, que perfil deve
ter essa nova força que vai entra nas estatais? Será que precisa
realmente de tantos funcionários? Como organizar as coisas para que
haja mais eficiência? Se as atividades realizadas pelo serviço
público fossem bem feitas o Brasil não estaria muito mais
competitivo? Ou melhor: o que o Brasil precisa e deve produzir? Há
um planejamento de ações? Ou as coisas vão acontecendo ao léu?
Que tipo de demanda o Mercado de Trabalho necessita? Onde faltam
empregados qualificados? Onde sobram vagas?
Todos estes
questionamentos fazem parte de um amadurecimento que estamos fazendo,
um pensamento sobre o Brasil pelo cidadão comum, como o comediante
italiano fez. É possível diminuir o poder dos políticos e deixar a
comunidade participar das decisões. O conceito de sustentabilidade
também tem que ser aprofundado e entendido, o país não pode parar,
tem que crescer para sobreviver, mas se as tomadas de decisão forem
bem feitas a tendência é a deste crescimento ser real e não um
inchaço. Quais são as principais atividades que o nosso país deve
incentivar e quais mercados deve buscar? Tanto na área tecnológica,
agropastoril, quanto industrial e de lazer, produtos, serviços. Será
que o brasileiro não poupa por que no governo Color de Mello houve o
sequestro das poupanças? Ou por que a poupança não rende quase
nada e não garante segurança ao pequeno aplicador? E a corrupção?
Estamos combatendo ou estamos perdendo a guerra pela melhor
utilização dos recursos públicos. Há um plano para o Brasil ou o
barco está a deriva? Vejo, como cidadã comum, um lindo futuro par
o país, as pessoas estão mais conscientes de seu papel na sociedade
e estão agindo com maior responsabilidade, claro que tem grupos que
não se encontram e acabam nas drogas e caem nas margens da
sociedade, esse é um problema profundo e para ser solucionado, ou
entendido, é preciso chegar ao conhecimento da complexa natureza
humana e das diferenças individuais e coletivas. Acredito que o
Brasil tem como evitar trilhar alguns caminhos que outras nações
passaram, o que levou a comunidade da Europa a crise? Como evitar que
ela venha para cá? Na minha opinião o brasileiro tem uma grande
capacidade de adaptação e cria as soluções, por exemplo a
economia informal sustenta grande parte das famílias. A moradia
popular é feita com recursos próprios as casas das favelas não são
hipotecáveis e isso é uma grande vantagem, são casas próprias e
estão sendo melhoradas na medida em que a população está
melhorando de renda. Como o Estado pode auxiliar sem tirar a
autonomia das comunidades? O Rio de Janeiro tem mostrado boas ações
de pacificação e de acesso aos benefícios do estado com a
participação popular. Mas gerou um outro problema, que poderíamos
chamar de “ação repelente”, tirou os traficantes dos morros e
espalhou pelo país. Uma ação mais eficiente deveria combater a
entrada de drogas no país, coibir a comercialização, combater o
consumo com ações socioeducativas, desarticular o poder paralelo
que atua dentro das penitenciárias... Eu comecei o texto avisando
que se tratavam de divagações. É preciso abandonar o capitalismo,
que basicamente é industrial e baseado no acúmulo de capital, de
riqueza. E é preciso abandonar o comunismo: que é basicamente um
Estado que se intromete de mais na vida e propõe o fim da
propriedade. Acho que o novo que está surgindo prima pela liberdade
responsável. Estamos todos ligados, as ações de uns refletem nas
dos outros. Um post como este, aparentemente inútil pode levar as
indagações a quem realmente pode responder e isso está
transforando a sociedade. A rede mundial de comunicação. Os
partidos políticos ainda são fundamentais, talvez tenham que ser
repensados e adaptados a nova realidade.
Fernanda Blaya Figueiró
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