Poema As personas


As personas

As vezes creio que sou
mais de uma persona
Que minha máscara não é sempre a mesma
Imagino algumas

Eu
A bruxa
A menina
Maria
Isís e
O leopardo

Quando uma destas máscaras quer aparecer
preciso de recolhimento e calma

Elas aparecem na nuca da direita para a esquerda
rapidamente e tomam posse duram pouco
Só aparecem
Na hora que são necessárias
Em defesa de Eu
Vão mais rápido do que surgem fica no corpo
Um cansaço e a sensação de que um assunto foi resolvido

Não sou eu quem clama por elas
São elas que assumem o controle de mim

A pior é o leopardo sente odores, bufa, pesa e
não conhece a piedade
A bruxa brinca com o vento
A menina com a memória
Isís é uma deusa
Maria Mendiga
E eu sempre volto

Quem me ataca nunca sabe que diretório vai abrir
Isso, Kid, o velho
Charles Bukowski
Não conhecia
Cada um escreve dentro do seu universo
Do seu tempo e ninguém é obrigado a gostar 
Se não todo violeiro seria um 
Santana e não é bem assim que as coisas são


Fernanda Blaya Figueiró

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