Algumas histórias
Necessitam do cobertor
negro
Da noite
Precisam desse véu
Para acobertar a sua
amargura
De onde vem?
Do Tempo das Cavernas
E são absolutamente
verdadeiras
Não pode o ser de hoje
querer sufocar essa
Verdade é preciso
manter o fogo das cavernas iluminando a
Escura noite e
afugentando as antigas ameaças
O fantasma da
escuridão, de um colapso
Tecnológico e da estar
novamente a humanidade imersa na
Luz prateada da lua
esperando o amanhecer
Desarmada, capturável
e desprovida
De todos os antigos
reflexos e saberes
O fantasma do boleto a
pagar
da ameaça do não
emprego
da perda da beleza
da perda da utilidade
do ser
do patrão não
precisar mais de mim ou
de não haver mais o
patrão
todos eles juntos não
chegam aos pés do
fantasma de apertar o
botão e a luz não responder
Quem está a nos
domesticar? Teria o intento de nos ter
assim? É realmente bom
ser assim?
Fernanda Blaya Figueiró
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