Poema - Algumas histórias


Algumas histórias

Necessitam do cobertor negro
Da noite
Precisam desse véu
Para acobertar a sua amargura
De onde vem?
Do Tempo das Cavernas
E são absolutamente verdadeiras
Não pode o ser de hoje querer sufocar essa
Verdade é preciso manter o fogo das cavernas iluminando a
Escura noite e afugentando as antigas ameaças

O fantasma da escuridão, de um colapso
Tecnológico e da estar novamente a humanidade imersa na
Luz prateada da lua esperando o amanhecer
Desarmada, capturável e desprovida
De todos os antigos reflexos e saberes

O fantasma do boleto a pagar
da ameaça do não emprego
da perda da beleza
da perda da utilidade do ser
do patrão não precisar mais de mim ou
de não haver mais o patrão
todos eles juntos não chegam aos pés do
fantasma de apertar o botão e a luz não responder

Quem está a nos domesticar? Teria o intento de nos ter
assim? É realmente bom ser assim?


Fernanda Blaya Figueiró 

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