Mini crônica - O fim de um período histórico


O fim de um período histórico


Talvez seja ingenuidade minha, mas parece que o julgamento do “Mensalão” está para definir o fim de um período da história da política do Brasil. O PT não inventou o mensalão, apenas expôs algo que  já existia, talvez os envolvidos  tenham ido “como muita sede ao pote” e abusado , imaginando que estariam livres da punição. E nos dias de hoje? Essa prática foi erradicada? Como esse “esquema” funciona na gestão das Cidades e dos Estados? Será que esse desvelamento e essa discussão toda vai geral uma mudança no exercício da cidadania e no modo de administração dos bens públicos? O Brasil estará, se conseguir melhorar a gestão dos recursos públicos, deixando definitivamente de ser
subdesenvolvido? Nosso olhar está mudando, hoje conseguimos olhar para um bairro mais pobre e enxergar mais do que uma população “desprivilegiada” olhamos e enxergamos uma camada da nossa sociedade que está ascendendo e criando alternativas de geração de renda e de auto-suficiência. As classes mais populares brasileiras estão criando por si só a sua transformação, o que é maravilhoso. A classe mais alta, que tem nas mãos o capital, capaz de corromper, vai colocar na sua balança o peso do risco assumido. A corrupção está cara demais e ineficiente, logo leva ao prejuízo. Quando o corruptor perceber isso a tendência é de exigir que a máquina pública realmente funcione como tem que ser. Esse pensamento meu não tem nem pé nem cabeça, é só uma conjectura absurda e desprovida de sentido. Mas ouvi uma autoridade falando na televisão que é preciso atacar a fonte de renda dos bandidos, no caso lá de São Paulo. Bem o mesmo poderia acontecer na política se a corrupção se tornar muito cara “corromper” será prejudicial, a corrupção não dará retorno financeiro. O Brasil tem como fazer com que as coisas funcionem bem e que as instituições reencontrem a sua legitima função. Quem sou para imaginar essas coisas todas, uma pessoa comum que olha para o sistema de fora,que ouve o senso comum. Em que país o brasileiro quer viver? Será que por ser historicamente uma nação construída na base do “jeitinho” o Brasil está fadado a não transformações culturais na forma de pensar e agir coletivamente?
Fernanda Blaya Figueiró

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