Poema- O Entardecer da Humanidade


O Entardecer da Humanidade

Resumo da ópera

Sobre as nuvens encontram-se Atena e Apolo
Do alto olham para a humanidade
Data: O Ano Maia
Horário: O entardecer da humanidade
Pauta: O sentido da vida
Sonoplastia: Carmina Burana

O imaginário diálogo entre os deuses sobre os rumos da humanidade é travado sob a égide da arte.
-Apolo!Protesto! Pelo bem da verdade, é grega, romana, anglo-saxônica, americana,oriental, africana, essa prosa??
- Bela Atena! O mundo adora novamente o dinheiro que reina soberano! Diga-me que diferença faz ?Ainda há essa separação das vozes
- Apolo, Apolo! Os mortais perderem o medo dela??? Dão seus pescoços a guilhotinas erradas? Falam e não ouvem... Esse parece o minuto que antecedeu ao das grandes guerras! Dizem eles: não há mais a guerra! E ela se avoluma vai se configurando diante de seus olhos cegos... Enquanto houver homens haverá a guerra. A fortuna do mundo aonde anda?
- Não havia lastro para a fortuna. Era feita da matéria desse nuvem. Acumulou tanto ficou pesada, mas chover não choveu. Os astros alinhados beberam a água que cria a fortuna do homem. Tem sede o cão, o gado, o pasto. Tem sede o homem.
- Calma! Em breve beberão a urina dos astros e tudo retornará! Como sempre tem acontecido desde que aqui estamos. Queres um gole do meu bom vinho retirado das pedras dos velhos castelos.
- No vinho a verdade! Que queres ouvir de mim? Ó oráculo de Delfos??
- Qual a tua soturna estratégia?Encho tua taça?
- Claro, jovem Apolo. Esperar, esperar, esperar!! A Fortuna muda como a lua, lembra a velha cantata. É ingrata e geniosa. Recebi de uma mortal, das mais comuns, um apelo!
-Um apelo! De intercessão?
- Uma súplica! Em nome do que mais adoro: a arte
- Arte!
- Atacaram o Teatro!
- O Teatro! Então foi por medo da verdade? Como os mortais temem a representação, os grandes feitos, as belas edificações. Lamentável! Querem tirar dos jovens a possibilidade de serem grandes, reduzindo-os a meros ruminantes. Pão e circo. O pão está contaminado e o circo banhado em sangue.
-  Que me dizer, querido Apolo, qual visão temos deste entardecer?
-Melancólica a luz entre a saída do sol e a chegada da lua. Vais atender a prece?
- Ainda não decidi. Minha espada ainda está guardada. Chorai, chorai, chorai!!!!O choro também rega a Terra.

Fernanda Blaya Figueiró
7 de setembro de 2012

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