Há um futuro para os Livros?


Há um futuro para o livro?
Sim! Algumas pessoas me indagaram como que eu uma leitora, blogueira e escritora desacreditava no livro. Para evitar mal entendido explico o meu pensamento, sempre haverá lugar para livros, livrarias, bibliotecas, o que há é uma necessidade de adaptação ao mundo virtual. O livro, no meu modesto entendimento, já virou um artigo de luxo, algo que damos de presente, que nos auto presenteamos. Então acredito que haverão cada vez mais coletâneas, livros ilustrados, biografias, livros de fotografia... No mercado infantil o livro é quase um brinquedo. Mas literatura mesmo a arte da palavra, sobreviverá a margem disso, nos blogues, que algumas pessoas chamam de “lixo literário” ou “lixo cultural” porque com a liberdade de auto editoria cada um pode se tornar o que quiser, escritor, poeta, músico, artista plástico, cineasta, bailarino,ator, ou seja todo mundo pode ser artista. O mercado editorial não deveria ficar chateado comigo pois eu sou a consumidora, eu compro livros. Ultimamente comprei uns oito livros, assisti a Fausto, A Beira do Caminho, Violeta foi para o Céu, Na Estrada, Batman, Para Roma com Amor,A velha dos fundos, entre tantos outros filmes... Vou muito pouco ao Teatro, é longe, eu não dirijo, normalmente começa tarde, durmo cedo... Exposições aprecio muito também, até senti uma pontinha de inveja dos paulistas, receberam a arte francesa com exclusividade. Já voltando ao livro como produto, não sou contra, sou realista, não vou gastar dinheiro produzindo livros que não consigo vender, por menor que seja uma edição custa uma “grana preta”, sou péssima vendedora de livros, uma das poucas profissões em que tive a carteira assinada... Os escritores hoje tem que fazer como os músicos cada um faz a sua própria memória, divulga como pode e não espera nada em troca. Essa “crônica” aqui, em pouquíssimo tempo estará defasada, por isso não vejo muito sentido em guardar crônicas de jornal pois, como os jornais, passa de um dia para o outro e atualmente de um post para o outro. Os novos nomes da literatura brasileira, ou até mundial, já estão na rede, se formando, se deformando e se transformando rapidamente. Eu acredito no meu trabalho e no processo de dissolução que vai passar. Assim como nos jornais os que se adaptaram estão cada dia mais fortes os outros tendem a perecer. Um jornalista que não for blogueiro não existirá, e um escritor que não estiver na rede não resistirá. Então faço minhas próprias coletâneas virtuais e vou “salvando” o que acredito que seja salvável e esquecendo o que acredito perecível. Mas permanente sei que não tem nada, o que vai permanecer será fruto da seleção pouco natural, a construção de ídolos. Heróis e Bandidos. Castos e Escandalosos.  Acho que isso põem os pingos nos “is”.
    Fernanda Blaya Figueiró   

Comments