Um sopro de vida
As mais belas cantigas
São cheias de cor
Tem a profunda
humanidade que
Toda a dor tem
São repletas de
memórias e de
Perfumes que a
realidade não conhece
Todo o canto diz a
mesma coisa
Este ser está vivo
Eu ser estou vivo
As cantigas que eu ouço
Os poemas que leio
dizem
Aqui houve uma vida
Sonhei outro dia que
Estava num pregão
Muito antigo
Uma casa de penhores
Onde se pisava entre
toras de madeira e do chão emanava
O som de um passo firme
Fui resgatar uma antiga
melodia
Que eu havia penhorado
A felicidade tem um tom
púrpura
Como uma canção
composta pelo vento
Fernanda Blaya Figueiró
4 de agosto de 2012
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