Quanto vale um Real!
Enquanto no mundo todo
trabalhadores protestam pela falta de emprego e por uma apavorante
recessão, no Brasil os trabalhadores públicos e da iniciativa
privada pedem aumentos salariais. Isso nos leva a perguntar qual a
realidade em que se encontra o Real? Quanto realmente vale o Real?
Será que o salário do brasileiro acompanhou o aumento do custo de
vida? E daí voltamos a nos perguntar se a corrupção, desvio de
verbas, superfaturamento de produtos não está dando uma falsa noção
sobre a realidade. Alimentação, transporte, segurança,
educação,moradia estão muito mais caros do que antes, viver em
cidades brasileira esta caro e difícil. Talvez o item que menos
tenha encarecido nos últimos anos tenha sido os remédios, porque
tem a possibilidade do uso do genérico. Agora parece que a carne vai
entrar em oferta devido a falta de consumo no exterior. Ao brasileiro
cabe fazer ginástica com o dinheiro que tem, precisamos aprender a
pechinchar, atrair o preço para baixo naquilo em que for possível.
Consumir nos períodos de liquidações e ofertas e valorizar o Real.
Porque ele foi uma das melhores coisas que aconteceu no País. A
estabilidade da moeda trouxe uma segurança para as pessoas, a
segurança de saber: Isso está muito caro! A noção de saber que um
produto ou serviço tem um determinado valor. Ou de saber que as
compras da semana sairão por um determinado valor e com isso poder
organizar o orçamento. Todas essas notícias de greves e
reivindicações de aumento de salário deixam a impressão de que a
moeda forte do Brasil não está mais tão forte assim. Ou que as
pessoas não estão mais conseguindo manter o mesmo padrão de vida,
logo de consumo, com o que recebem. Ou não se sentem bem dentro da
sua colocação profissional, esperavam receber mais pelo que estão
fazendo, para os cargos que conquistaram. Será que o País tem como
acomodar esta insatisfação sem comprometer a estabilidade do Real?
Sei que este é um assunto para especialistas, que não é de fácil
solução. Mas as notícias são públicas e a pergunta é livre.
Ainda bem, podemos olhar para o mundo e fazer indagações. Se haverá
uma respostas, não depende de quem formula a pergunta. Como sou
muito supersticiosa acredito que lançar perguntas é muito
importante pois alguém pode acabar tendo o mesmo pensamento e com
uma competência maior responder a elas e levar a diante.
Fernanda Blaya Figueiró
31 de julho de 2012
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