Oi, gente!
Hoje fui ao cinema, na sessão das onze e trinta, só estava eu na sala... Uma pena porque acho esse horário uma ótima alternativa,essa é uma das grandes vantagens do cinema, poder funcionar em qualquer horário e atende um público muito mais amplo. Fiquei surpresa com a excelente qualidade do filme Xingu, tanto na forma envolvente da trama quanto na qualidade de imagem, som e na excelência do elenco. O cinema brasileiro ganha com um filme assim. Lembro de muitas manchetes envolvendo a construção da transamazônica e a questão da dificuldade que os índios brasileiros passaram, os inúmeros anúncios do Projeto Rondon, as notícias de pessoas que saiam de seus municípios de origem para "povoar" o interior. Os conflitos e conquistas de uns e outros, índios e grileiros, mas tudo isso acontecia muito longe, muito "maquiado". Saí do cinema com orgulho tanto dos personagens principais, os irmãos Villas Boa, mas também da visão dada do envolvimento ativo dos caciques e líderes políticos indígenas, achei que o filme resgata um pouco da dignidade destes povos, sua capacidade de interferir na própria sorte. E uma frase me marcou muito , em determinado momento o protagonista diz: +- - Algo morre para sempre neles sempre que entramos em contato! E isso explica muito do olhar de desconfiança que muitos brasileiros tem. Algo morreu para sempre em nós quando fizemos contato pela primeira vez! As crianças e mulheres do filme tem algo parecido comigo. Eu já escrevi várias vezes sobre isso, me sinto 100% Brasileira, acho que tenho nas veias todas as raças mais antigas que fazem a mistura que é o povo brasileiro. Um povo bonito e forte, que lutou muito para formar uma nação. O filme, para mim, mostra o quanto é importante fazer parte da história, ajudar a moldar a sociedade. Algumas pessoas fazem a diferença, algumas modificam o curso da história para melhor ou pior. Modificam para sempre!
Antes do filme rabisquei uma ideia para desenvolver, tem ligação com meu último poema, e agora acho que meu rabisco, que não poli, pode completar essa crônica:
Os jovens
Cabe a eles e
Não a nós
Criar uma nova visão do mundo
A nós cabe contar os
Problemas das antigas ideias
Para ajudá-los a criar
Coisas verdadeiramente novas
Se eles vão nos ouvir...
Alguns, como sempre
Mas são estes alguns os que
Norteiam os muitos
Fernanda Blaya Figueiró
Hoje fui ao cinema, na sessão das onze e trinta, só estava eu na sala... Uma pena porque acho esse horário uma ótima alternativa,essa é uma das grandes vantagens do cinema, poder funcionar em qualquer horário e atende um público muito mais amplo. Fiquei surpresa com a excelente qualidade do filme Xingu, tanto na forma envolvente da trama quanto na qualidade de imagem, som e na excelência do elenco. O cinema brasileiro ganha com um filme assim. Lembro de muitas manchetes envolvendo a construção da transamazônica e a questão da dificuldade que os índios brasileiros passaram, os inúmeros anúncios do Projeto Rondon, as notícias de pessoas que saiam de seus municípios de origem para "povoar" o interior. Os conflitos e conquistas de uns e outros, índios e grileiros, mas tudo isso acontecia muito longe, muito "maquiado". Saí do cinema com orgulho tanto dos personagens principais, os irmãos Villas Boa, mas também da visão dada do envolvimento ativo dos caciques e líderes políticos indígenas, achei que o filme resgata um pouco da dignidade destes povos, sua capacidade de interferir na própria sorte. E uma frase me marcou muito , em determinado momento o protagonista diz: +- - Algo morre para sempre neles sempre que entramos em contato! E isso explica muito do olhar de desconfiança que muitos brasileiros tem. Algo morreu para sempre em nós quando fizemos contato pela primeira vez! As crianças e mulheres do filme tem algo parecido comigo. Eu já escrevi várias vezes sobre isso, me sinto 100% Brasileira, acho que tenho nas veias todas as raças mais antigas que fazem a mistura que é o povo brasileiro. Um povo bonito e forte, que lutou muito para formar uma nação. O filme, para mim, mostra o quanto é importante fazer parte da história, ajudar a moldar a sociedade. Algumas pessoas fazem a diferença, algumas modificam o curso da história para melhor ou pior. Modificam para sempre!
Antes do filme rabisquei uma ideia para desenvolver, tem ligação com meu último poema, e agora acho que meu rabisco, que não poli, pode completar essa crônica:
Os jovens
Cabe a eles e
Não a nós
Criar uma nova visão do mundo
A nós cabe contar os
Problemas das antigas ideias
Para ajudá-los a criar
Coisas verdadeiramente novas
Se eles vão nos ouvir...
Alguns, como sempre
Mas são estes alguns os que
Norteiam os muitos
Fernanda Blaya Figueiró
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