Poema - Ingenuidade

Ingenuidade
 Tenho um celeiro repleto de sonhos
 Transbordam ideias e emoções
 Boas e más
Que as más existem também e
É preciso saber disso
 Não se pode viver num mundo de suspiro
 É preciso ter noção do amargo

 Ninguém entende os felinos
 Que andam nos muros, nos telhados ou
 Pesam no campo e nas florestas seus corpos volumosos
Todo o felino tem um olhar inquietante
 Contundente, pouco confiável
Transparente

 No meu celeiro os felinos combatem as
 Ratazanas e guardam os sonhos da
 Maldade do mundo

 Fernanda Blaya Figueiró 20 de março de 2012

Comments