O Custo ano da Corrupção no Brasil


O custo ano da Corrupção no Brasil


Será que alguém sabe o quando, aproximadamente, do dinheiro público do Brasil é perdido, por ano,  com a Corrupção ? Além do custo do travamento da “Máquina Pública”, ou porque qualquer coisa que vá ser feita que envolva a gestão pública é morosa, ineficiente, travada? O que é preciso para modernizar e agilizar o funcionamento do País? Qual é a qualidade do Serviço Público no Brasil? Será que a população tem acesso a esses dados e consciência de que poderia ter uma qualidade muito maior a um custo muito menor. Se a educação, saúde, segurança, cultura, transporte,rodovias, ou outros serviços  públicos fossem mais eficientes quanto uma família de classe média poderia economizar, ou ainda quanto um aposentado poderia investir no seu bem estar? Talvez se as pessoas tivessem uma maior noção dos impactos que estas ações e deturpações das atividades públicas tem no seu dia-a-dia exigissem mais e de forma mais eficaz que as coisas públicas fossem bem administradas. Isso nos leva a pensar que é preciso saber votar! Mas também é preciso investir em “candidatos” que saibam o que significa ser um político, para que estes candidatos , o dia em que forem eleitos saibam montar uma equipe eficaz de governo, não só um “cabide de empregos” mas um “Capital Humano”, (a palavra “capital” anda um pouco desgastada, talvez a alguns lembre a antiga “pena capital”). Acho que a impunidade é o maior causador do descrédito no qual os gestores públicos estão caindo. Como ninguém é punido, os escândalos não escandalizam mais e tudo passa a ser permitido. Se ninguém vai para a cadeia é como se a regra ou norma não existisse, então não é preciso se preocupar com ela. Desde as coisa mais simples as mais complexas. E isso vai entravando o mecanismo todo. Como será que se sente um funcionário novo, recém concursado e louco para mostrar serviço? Ou um novo político cheio de boas intenções e vontade de trabalhar? Ou ainda o jovem que fez seu “Título de Eleitor” e tem a primeira oportunidade de exercer a cidadania e olha para o vasto leque de partidos e candidatos e pergunta.: Tá e o que cada um pode oferecer ao eleitor? O que significam as siglas dos partidos a que ideia se ligam, que princípios seguem? Que critérios os partidos usam para escolher seus candidatos. Como os partidos acompanham e fiscalizam a atuação de seus afiliados na esfera pública, em cargos eleitos e cargos em confiança. Pode um partido ser responsabilizado pelas ações de seus afiliados? Eu diria a um jovem assim que a população brasileira é de uma beleza e de uma diversidade étnica, cultural, moral que tem como reverter este quadro alarmante que “assusta” ao cidadão comum. É possível mudar isso! Como? Esse é o ponto! Como? Reclamando, refletindo e participando da vida da comunidade, transformando velhos problemas e vícios em ações eficientes e
modernas. Parece uma coisa muito ingênua e talvez seja , mas se dita pode um dia se tornar verdade.  É preciso levar para a gestão pública conceitos novos. Principalmente a conscientização dos gestores e funcionários públicos de que sua ação reflete imediatamente em toda a sociedade, reflete em como o Brasil é visto pela sua população e consequentemente pelos outros países. Como um investidor olha para as cidades e coloca na sua decisão de investir ou não o custo da corrupção , do travamento, da ineficiência, da imparcialidade. É isso, escrevo este texto mais para organizar a minha própria noção de como vejo o descaso com a gestão da coisa pública do que para tentar criar uma consciência coletiva. Mas atualmente acredito que lançar a ideia é mais importante do que ser autor da mesma, gera mais movimento porque outras mentes se conectarão um dia e formarão um conhecimento mais profundo e embasado sobre o mote. Eu sei que sou vista como “ Persona non grata” em algumas “rodinhas”, mas isso é muito importante, porque liberta para a visão crítica sobre muitos assuntos delicados, nos quais ninguém toca para não se ferir. As vezes é preciso quebrar algumas hegemonias que parecem indestrutíveis, como a ideia de que o “jeitinho” é tipicamente brasileiro e imutável. Será mesmo??? 

Fernanda Blaya Figueiró
29 de março de 2012

PS.: Encontrei facilmente na rede dois números R$ 82 bilhões( site da Revista Veja) e ou entre 41 e 69 bilhões por ano segundo outro site brasileconômico ( seria um dado da Fiesp) . Então acho que não há um dado único, mas uma certeza é um montão de dinheiro...

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