Teatro Municipal

Oi, gente!

O Sabiá se salvou! Beleza!
Assisti a um lindo filme: Minhas tardes com Margeritte, amei! Feito para quem gosta de ler.
Antes escrevi um pequeno poema
Beijos



Teatro Municipal

Neste antigo prédio existia o
Primeiro Teatro da cidade
Deviam ser negras ou vermelhas as
Antigas cortinas que 
Com o tempo devem ter desfiado
Desbotado
Das cadeiras não deve ter restado nem os
Cacos assim como do palco e do frontão que
Separava o público do palco
Mesmo assim a arte da representação
Sobreviveu nas ruas

Como é opressor o silêncio das
Salas abandonadas

Mesmo com todas as reformas a
Densa camada de
Massa acrílica que cobriu as paredes
Que no lugar do palco hoje fique a cozinha
No lugar da orquestra as gôndolas de frios e saladas
Na platéia as mesas e o espaço

Ao cair da noite, ao  fechar o
Restaurante o velho Teatro se
Restaura

Seus antigos artistas vagam
Perdidos pelas ruas a
Contar caducas histórias
De grandes feitos
Das noites de gala
De sala cheia
De maquiagem caprichada
Os amores inesquecíveis as
Velhas rixas e malandragens

As escadas laterais denunciam a
Verdadeira e antiga natureza das coisas
Foi dada a cidade um lugar para sonhar e
Logo em seguida foi roubada a ilusão

Ainda existem artistas vagando em busca de
Um lugar para estar
Parece que a cidade tem uma pequena conta a
Ajustar

Fernanda Blaya Figueiró
5 de janeiro de 2012  

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