Poema Açoriana origem


Oi, Gente!


O Cláudio Montano, diretor da Secretaria de Turismo de Viamão, está planejando realizar um evento em homenagem aos 260 anos da imigração dos Açorianos, então pensamos em fazer na primeira semana de janeiro um sarau, Djine e eu estivemos na "Sala da Memória" da Secretaria de Cultura , e escolhi o livro "Antologia da Poesia Faialense" Organizado por Carlos Lobão, publicado na cidade de Horta em 1989. Nesta publicação  o organizador reúne textos açorianos do período de 1700 até 1850.  pretendemos usar este trabalho para realizar o sarau, que intitularemos "Açores em Versos" em dia ainda a ser combinado, provavelmente antes do Dia de Reis. Resolvi fazer um poema meu também.

Espero que vocês gostem!!
Fernanda



Açoriana origem



Poema em homenagem a




Matheus Simões Pires e Catarina Ignácia Gonçalves Borges*



ambos naturais e procedentes da Ilha Terceira pais do



Sargento-Mór Antônio Simões filho nascido em Rio Pardo em 1766



A Minha querida Vó Vanda Neto Pires que casou-se com Rômulo Lobato Figueiró



a meus Pais



Mauro Gilberto Pires Figueiró e Vera Maria Blaya



a Nicolau Salzano meu marido e



Luiza Figueiró Salzano e João Gabriel Salzano meus filhos e



aos meus netos quando a este mundo vierem






A viagem que agora proponho

É imaginária e romântica





O Rei convoca jovens casais para povoar a colônia

A promessa de um bom pedaço de chão

Feche os olhos e imaginem ir sem nunca mais voltar

Sair sem saber para onde

Sonhar sem saber o que a realidade tecia

Os ilhéus no continente aportaram cheios de vontade e força

Açores nunca mais

Açores para sempre

Açoriana saudade

Açorina origem

Açoriana Memória



No trançar dos séculos

De casamentos e separações

De amores e de brigas

De trabalho e de fadiga

De mistura de sangues



Casais de números

Casais d'El Rey

Terra ganha

Terra conquistada

Terra bendita

As vezes sofrida



Guerras e conquistas

Derrotas e paz construída



Açores

Virou lembrança

Porcelana fina

Rude bordado

Ferro fundido



O Mar tão distante e bravio

A Alma tão bela e serena



De tanto casamento

Muitos nascimentos



É gaúcho o menino é

Brasileira a menina



Açoriana vertente se

Mesclou na corrente

Do tempo



Fernanda Blaya Figueiró


Viamão, 18 de novembro de 2011

* Dados tirados do Ensaio Genealógico do Cel. Manoel Veríssimo Simões Pires de autoria de Ivon Chagas da Rocha -publicado em Santa Maria em 1990.








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