Ainda sobre o bueiro

Ainda sobre o bueiro



Esses emaranhados de fios são longos, puxei um lado e estrangulei o outro, então tenho que frouxar e reiniciar. Alguns amigos ficaram incomodados com a frase “As oficinas de literatura estão matando a arte poética em Porto Alegre, porque encurtam o caminho, retiram da arte a dor e os calos nas mãos.” do meu texto anterior. Eu penso assim - e “Graças a Deus” - vivemos em uma sociedade em que as pessoas podem divergir. Aceito e respeito quem pensa diferente. Da minha experiência como todas as partes , observadora, oficinanda, oficineira, leitora, acho que não são uma boa para a literatura. Posso estar errada? Certamente que sim, assim como também posso estar certa. Usando uma metáfora: no caso da existência de Deus , eu acredito nela, mas respeito quem não acredita e sei que posso estar certa ou errada . Não quero criar um movimento pró ou contra... Apenas expressei uma idéia. E acho muito bom que as outras pessoas tenham a sua própria opinião. Isso tira a dialética do papel e coloca ela no cotidiano. Graças a Deus, exista ele ou não, que vivemos num país onde uma pessoa tem a liberdade de expressar uma idéia e a outra de não concordar.

Essa é minha opinião pessoal, não necessariamente uma verdade ou uma mentira. Falo muito nisso no texto fragmento A palavra mente, o que mente, mentira verdade... Vou para por aqui pois isso leva a um outro nó e difícil de desbaratar e as vezes é bom deixar o nó, aceitar que o fio liso já não existe...

Bom findi !!!!

Fernanda Blaya Figueiró



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