Nestas duas próximas semanas assumi vários compromissos e precisava de um "tempinho" para divagar, então consegui esta manhã para mim e minha poesia. O resultado foi um poema que faz algum tempo venho ensaiando e que retoma vários outros poemas. Esse envolvimento que fazemos em outras atividades é muito importante, pois é o contato com o mundo, o os "supostos leitores", mas nunca podem se tornar a principal atividade de um poeta. Porque a poesia precisa de tempo para acontecer. Precisa de um trabalho interno.É longo , o poema, e só interessa a quem gosta de divagações.
Boa leitura!
Fernanda
Por definição: Arte ou loucura.
Eu poderia dizer que
Alguém me perguntou isso:
Mas, seria incorreto
Então digo:
Sempre há um filme passando no interior da minha cabeça
Imagens que são aquilo que hoje o cinema chama 3d.
Sempre há uma rádio ligada
Onde muitos diálogos internos são travados.
Vocês podem dizer isso é psicose
E eu vou aceitar.
Mas, uso muito “mas” pois consigo perceber vários pontos
Ou talvez por perceber que a realidade é fragmentada
Você pode dizer este “ser” está advogando contra si mesmo
Vou dar ouvidos a você e aceitar
De fato não é bom falar sobre isso abertamente
Depõe contar mim,
Mas, quem sou eu para negar a mim mesma esta possibilidade de expressar uma
Ideia com medo de um estreito e antigo entendimento
Então vamos abandonar os preâmbulos e ir ao ponto
Talvez a loucura não seja uma patologia e sim uma outra forma de relação com o meio
Uma outra forma de perceber a realidade
Desconectada de uma relação direta com o objeto.
Pode gritar, sapatear, arrancar os cabelos, esta é a hora.
Ou pule fora deste diálogo agora.
Para “mim” e para “eu” a loucura é o ponto em que o tempo pára
É precedida por um estado amplo e agoniante de ansiedade
É o ponto em que as portas deste mundo desaparecem e
Que o outro mundo aparece
A loucura é uma experiência sensorial
A física vem falando que talvez ajam outras possibilidades, universos paralelos, vários universos, várias explicações para um mesmo fenômeno...
A Matemática vem dizendo olha poder ter algo além de dois e dois são quatro
A educação e a psicologia vêm dizendo olha talvez ajam várias formas de interação e aprendizagem, algumas crianças são mais competentes em aprender determinadas tarefas...
Basicamente eu acredito que há diferenças fundamentais entre nós humanos.
Alguém interferiu meu pensamente e sentenciou
Eles vão achar que tu é maluca e prepotente
Respondo a este fragmentos de pensamento
Eles já acham
Que diferença vai fazer
Existem seres humanos que
Percebem e interagem com o meio de uma forma e
Outros de outra
Existem seres humanos que reagem a um estímulo de
Uma forma e outros de outra
E isso é sabido
Não é novidade
“Não se cutuca onça com vara curta”
Em alguma medida e violência, a loucura, a percepção alterada
São naturais a alguns seres humanos e em outra a todos
Assim como a cordialidade, a racionalidade e a limitação de percepção.
Se o homem na antiguidade já usava “ produtos que causavam alterações sensoriais” com motivos ritualísticos. Não seria isso uma necessidade humana?
Não! Não sou nem um pouco a favor do uso de drogas!
Apenas de uma busca de entendimento do porque elas atraem tantas pessoas.
Porque dão tanto dinheiro e geram tanta violência.
Quanto de nossa energia é gasta neste combate?
Quanto a mim sou do tipo que consegue “tudo isso” sem precisar usar nada como diria
Renato Russo
“Parece cocaína, mas é só tristeza”
Atualmente minha tristeza esta muito sobre controle e aprendi a viver com ela
Depressão
Não é um defeito, é uma característica de algumas pessoas
Surgiu uma outra pergunta neste diálogo e vou responder( lembrem-se que muitos poetas, escritores e todos os dramaturgos dialogam sozinhos, tudo que é criado em literatura é um grande diálogo entre seres inventados, eles falam dentro da cabeça dos outros)
Se eu lembro quando essa fragmentação apareceu em mim
Sim!
Foi a primeira vez que olhei no espelho: aquela imagem que apareceu de franjinha, pele amarelada, olhos fixos, não era eu. Brinco com o espelho sempre e amo isso, nos divertimos muito. Nós?
Mais tarde fiquei muito triste quando insistiam que “meu nome” era um substantivo concreto, como se eu fosse o nome, o corpo do nome, ainda não acredito, mas aceito. Se eles dizem é porque deve ser eu me acho abstrata, não concreta.
Mas...
Fernanda Blaya Figueiró
4 de outubro de 2011
Boa leitura!
Fernanda
Por definição: Arte ou loucura.
Eu poderia dizer que
Alguém me perguntou isso:
Mas, seria incorreto
Então digo:
Sempre há um filme passando no interior da minha cabeça
Imagens que são aquilo que hoje o cinema chama 3d.
Sempre há uma rádio ligada
Onde muitos diálogos internos são travados.
Vocês podem dizer isso é psicose
E eu vou aceitar.
Mas, uso muito “mas” pois consigo perceber vários pontos
Ou talvez por perceber que a realidade é fragmentada
Você pode dizer este “ser” está advogando contra si mesmo
Vou dar ouvidos a você e aceitar
De fato não é bom falar sobre isso abertamente
Depõe contar mim,
Mas, quem sou eu para negar a mim mesma esta possibilidade de expressar uma
Ideia com medo de um estreito e antigo entendimento
Então vamos abandonar os preâmbulos e ir ao ponto
Talvez a loucura não seja uma patologia e sim uma outra forma de relação com o meio
Uma outra forma de perceber a realidade
Desconectada de uma relação direta com o objeto.
Pode gritar, sapatear, arrancar os cabelos, esta é a hora.
Ou pule fora deste diálogo agora.
Para “mim” e para “eu” a loucura é o ponto em que o tempo pára
É precedida por um estado amplo e agoniante de ansiedade
É o ponto em que as portas deste mundo desaparecem e
Que o outro mundo aparece
A loucura é uma experiência sensorial
A física vem falando que talvez ajam outras possibilidades, universos paralelos, vários universos, várias explicações para um mesmo fenômeno...
A Matemática vem dizendo olha poder ter algo além de dois e dois são quatro
A educação e a psicologia vêm dizendo olha talvez ajam várias formas de interação e aprendizagem, algumas crianças são mais competentes em aprender determinadas tarefas...
Basicamente eu acredito que há diferenças fundamentais entre nós humanos.
Alguém interferiu meu pensamente e sentenciou
Eles vão achar que tu é maluca e prepotente
Respondo a este fragmentos de pensamento
Eles já acham
Que diferença vai fazer
Existem seres humanos que
Percebem e interagem com o meio de uma forma e
Outros de outra
Existem seres humanos que reagem a um estímulo de
Uma forma e outros de outra
E isso é sabido
Não é novidade
“Não se cutuca onça com vara curta”
Em alguma medida e violência, a loucura, a percepção alterada
São naturais a alguns seres humanos e em outra a todos
Assim como a cordialidade, a racionalidade e a limitação de percepção.
Se o homem na antiguidade já usava “ produtos que causavam alterações sensoriais” com motivos ritualísticos. Não seria isso uma necessidade humana?
Não! Não sou nem um pouco a favor do uso de drogas!
Apenas de uma busca de entendimento do porque elas atraem tantas pessoas.
Porque dão tanto dinheiro e geram tanta violência.
Quanto de nossa energia é gasta neste combate?
Quanto a mim sou do tipo que consegue “tudo isso” sem precisar usar nada como diria
Renato Russo
“Parece cocaína, mas é só tristeza”
Atualmente minha tristeza esta muito sobre controle e aprendi a viver com ela
Depressão
Não é um defeito, é uma característica de algumas pessoas
Surgiu uma outra pergunta neste diálogo e vou responder( lembrem-se que muitos poetas, escritores e todos os dramaturgos dialogam sozinhos, tudo que é criado em literatura é um grande diálogo entre seres inventados, eles falam dentro da cabeça dos outros)
Se eu lembro quando essa fragmentação apareceu em mim
Sim!
Foi a primeira vez que olhei no espelho: aquela imagem que apareceu de franjinha, pele amarelada, olhos fixos, não era eu. Brinco com o espelho sempre e amo isso, nos divertimos muito. Nós?
Mais tarde fiquei muito triste quando insistiam que “meu nome” era um substantivo concreto, como se eu fosse o nome, o corpo do nome, ainda não acredito, mas aceito. Se eles dizem é porque deve ser eu me acho abstrata, não concreta.
Mas...
Fernanda Blaya Figueiró
4 de outubro de 2011
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