O Futuro é Maleável
Uma criança me fez a seguinte pergunta: Como eu imagino o futuro? Na hora disse que via um futuro belo e mantenho a minha opinião. Na minha opinião questões como sustentabilidade, manejo de resíduos, obtenção de matéria prima, adaptação as mudanças naturais e artificiais no planeta, etc... Serão facilmente vencidas pela humanidade, com eficiência e criatividade. O que mais me preocupa com relação ao nosso futuro e do planeta é a nossa dificuldade em compreender e aceitar as diferenças, nos dias de hoje nossas crianças estão sendo artificialmente padronizadas. Todos tem que responder a um padrão muito estreito de comportamento, as que desviam um pouco do “normal” já no berçário são monitoradas e taxadas. Isso me preocupa pois no futuro talvez faltem crianças com mais ímpeto e criatividade por terem sido tolhidas desde pequenas e enquadras num tipo específico de comportamento “calmo” e “submetido” pela educação ou pela medicação. Procurando cabelo em ovo? Pode ser! Nos dias de hoje a busca por “proteger” e “controlar” o comportamento e a vida das crianças com super estímulos e uma pressão muito grande em direção ao sucesso pode estar criando uma geração padronizada, sem permitir que as diferenças apareçam. Serão estas crianças que modificarão a sociedade e estão crescendo em um ambiente hiper controlado e dominado pelo medo. Alguma novidade? Pouca já que o medo tem sido utilizado como forma de controle ao longo da nossa história.
Hoje foi afastado o diretor de uma agência internacional que teve a coragem de retirar um "A" dos Estados Unidos da América, pense bem o presidente do país passou um mês inteiro dizendo: se não fizermos mudanças não teremos como pagar as nossas contas. Alguém chega e diz: senhores investidores vocês ouviram o que este presidente e sua comunidade está dizendo? Como punição por verbalizar aquilo que todo mundo já tinha ouvido ele foi afastado. Aqui na nossa comunidade há poucos dias um motorista de ônibus dirigia embriagado e o seu colega cobrador chamou a polícia e o denunciou. Um repórter perseguiu o cobrador indagando: Porque você foi fazer isso com seu colega? Como se o cobrador fosse um alcagüete. Ele fez o que era certo, provavelmente salvou a sua vida, a dos passageiros, a dos pedestres e a do motorista. O futuro esta sendo construído por nós o tempo inteiro. Acredito que as nossas crianças, adultos de amanhã, vão saber diferenciar o que é certo e o que é errado, vão saber moldar a realidade e inclusive vão superar o molde que as limita. Acredito que entre as nossas crianças nascerão as soluções para os problemas do mundo. Certamente nascerão novos problemas, que necessitarão de novas soluções e assim vamos caminhando. Talvez no futuro se diga algo como: imagina eles tinham “Bolsas de Valor” , “Mercado”, “Estados”, “Ônibus” , “Escola”, Fábrica”, “Museus”, “Bibliotecas” , “Arranha Céus”. Provavelmente tenham sido visitados por Ets, o Homem da antiga “Contemporaneidade” não teria condições intelectuais para algo tão desenvolvido e ao mesmo tempo tão autodestrutivo.
Mas, fechando, para mim o futuro será melhor e pior, ou talvez exatamente igual, tomara que esta transição seja lenta e gradual e que a Humanidade não precise passar por uma nova “Idade Média” uma idade de "Trevas" que separa os tempos de "Iluminação".
Fernanda Blaya Figueiró
23 de agosto de 2011
Uma criança me fez a seguinte pergunta: Como eu imagino o futuro? Na hora disse que via um futuro belo e mantenho a minha opinião. Na minha opinião questões como sustentabilidade, manejo de resíduos, obtenção de matéria prima, adaptação as mudanças naturais e artificiais no planeta, etc... Serão facilmente vencidas pela humanidade, com eficiência e criatividade. O que mais me preocupa com relação ao nosso futuro e do planeta é a nossa dificuldade em compreender e aceitar as diferenças, nos dias de hoje nossas crianças estão sendo artificialmente padronizadas. Todos tem que responder a um padrão muito estreito de comportamento, as que desviam um pouco do “normal” já no berçário são monitoradas e taxadas. Isso me preocupa pois no futuro talvez faltem crianças com mais ímpeto e criatividade por terem sido tolhidas desde pequenas e enquadras num tipo específico de comportamento “calmo” e “submetido” pela educação ou pela medicação. Procurando cabelo em ovo? Pode ser! Nos dias de hoje a busca por “proteger” e “controlar” o comportamento e a vida das crianças com super estímulos e uma pressão muito grande em direção ao sucesso pode estar criando uma geração padronizada, sem permitir que as diferenças apareçam. Serão estas crianças que modificarão a sociedade e estão crescendo em um ambiente hiper controlado e dominado pelo medo. Alguma novidade? Pouca já que o medo tem sido utilizado como forma de controle ao longo da nossa história.
Hoje foi afastado o diretor de uma agência internacional que teve a coragem de retirar um "A" dos Estados Unidos da América, pense bem o presidente do país passou um mês inteiro dizendo: se não fizermos mudanças não teremos como pagar as nossas contas. Alguém chega e diz: senhores investidores vocês ouviram o que este presidente e sua comunidade está dizendo? Como punição por verbalizar aquilo que todo mundo já tinha ouvido ele foi afastado. Aqui na nossa comunidade há poucos dias um motorista de ônibus dirigia embriagado e o seu colega cobrador chamou a polícia e o denunciou. Um repórter perseguiu o cobrador indagando: Porque você foi fazer isso com seu colega? Como se o cobrador fosse um alcagüete. Ele fez o que era certo, provavelmente salvou a sua vida, a dos passageiros, a dos pedestres e a do motorista. O futuro esta sendo construído por nós o tempo inteiro. Acredito que as nossas crianças, adultos de amanhã, vão saber diferenciar o que é certo e o que é errado, vão saber moldar a realidade e inclusive vão superar o molde que as limita. Acredito que entre as nossas crianças nascerão as soluções para os problemas do mundo. Certamente nascerão novos problemas, que necessitarão de novas soluções e assim vamos caminhando. Talvez no futuro se diga algo como: imagina eles tinham “Bolsas de Valor” , “Mercado”, “Estados”, “Ônibus” , “Escola”, Fábrica”, “Museus”, “Bibliotecas” , “Arranha Céus”. Provavelmente tenham sido visitados por Ets, o Homem da antiga “Contemporaneidade” não teria condições intelectuais para algo tão desenvolvido e ao mesmo tempo tão autodestrutivo.
Mas, fechando, para mim o futuro será melhor e pior, ou talvez exatamente igual, tomara que esta transição seja lenta e gradual e que a Humanidade não precise passar por uma nova “Idade Média” uma idade de "Trevas" que separa os tempos de "Iluminação".
Fernanda Blaya Figueiró
23 de agosto de 2011
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