Como ninguém mais percebe?
Que os velhos edifícios abandonados
Nos grandes centros urbanos são náufragos dos céus
Com suas janelas sem persianas
Seus retalhos pendentes e
Sua triste história
Encontrei um homem que
Brincava de ser um palhaço
Sou um artista dizia
E hoje é isso um palhaço triste
Como um velho edifício abandonado
Tomado pelas pragas e perdido
Totalmente perdido
Seus belos olhos
Hoje tem a tristeza dos palhaços e
A rua como abrigo
Outro dia uma pessoa disse-me algo assim
Eu não creio em Deus! Uma vez aconteceu de comungar, claro que não acredito nesta antiga coisa de confessar... só que não quero para mim a má sorte.
Perguntei
Você crê!
Como? Indagou-me. Insisti você crê que aquilo era o Corpo e o Sangue do Cristo ou
um pequeno e sem gosto pedaço de pão?
Um pedaço de pão!- me respondeu prontamente
Pois então não há crime e muito menos castigo
Sabe que neste Deus eu também não creio, um Deus que se importe com uma pequena e tão sem sentido situação.
Agora, que poder tem o medo! Que poder o medo dá ao outro!
Os edifícios que ocupam o espaço mostram que tudo é igual
Gente, deus, casa. Tudo pode sucumbir.
Tudo pode dar em nada.
Fernanda Blaya Figueiró
19 de junho de 2011
Que os velhos edifícios abandonados
Nos grandes centros urbanos são náufragos dos céus
Com suas janelas sem persianas
Seus retalhos pendentes e
Sua triste história
Encontrei um homem que
Brincava de ser um palhaço
Sou um artista dizia
E hoje é isso um palhaço triste
Como um velho edifício abandonado
Tomado pelas pragas e perdido
Totalmente perdido
Seus belos olhos
Hoje tem a tristeza dos palhaços e
A rua como abrigo
Outro dia uma pessoa disse-me algo assim
Eu não creio em Deus! Uma vez aconteceu de comungar, claro que não acredito nesta antiga coisa de confessar... só que não quero para mim a má sorte.
Perguntei
Você crê!
Como? Indagou-me. Insisti você crê que aquilo era o Corpo e o Sangue do Cristo ou
um pequeno e sem gosto pedaço de pão?
Um pedaço de pão!- me respondeu prontamente
Pois então não há crime e muito menos castigo
Sabe que neste Deus eu também não creio, um Deus que se importe com uma pequena e tão sem sentido situação.
Agora, que poder tem o medo! Que poder o medo dá ao outro!
Os edifícios que ocupam o espaço mostram que tudo é igual
Gente, deus, casa. Tudo pode sucumbir.
Tudo pode dar em nada.
Fernanda Blaya Figueiró
19 de junho de 2011
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