Convivendo com a diferença na linguagem
Estou muito feliz com a flexibilização da ensino da língua portuguesa. As línguas são vivas e estão em constante mudança. Hoje em dia acho que nem poderíamos falar em “uma” língua portuguesa falada no Brasil, mas nas várias línguas faladas no Brasil. E mesmo nos estados há diferenças fundamentais, dependendo as vezes da origem das pessoas que compõem as cidades, a forma do ensino e de comunicação. Eu, particularmente, sempre tive muitas dificuldades em entender algumas questões da língua portuguesa e sempre achei o ensino de português cansativo e enfadonho, mesmo assim conseguia minha média sete e “fui levando”. Mas, em contrapartida, sempre adorei a palavra escrita e a leitura. Assim como gosto de ouvir as diferentes formas de falar. “Certo ou errado” são conceitos que estão sendo vencidos, que bom, assim poderemos progredir. Na minha opinião a língua poderia ser simplificada, mas isso levaria muito tempo e quando se decidisse qual era a nova norma culta, o povo já teria inventado alguma outra coisa. O culto estaria sempre correndo atrás do popular. Então acho que este conjunto de regras e exceções que compõe a língua deve continuar por mais algum tempo, enquanto ainda conseguimos nos comunicar. Já a comunicação na internet está mudando gradativamente a escrita, ninguém tem tempo para esperar os dedos em sua defasagem com relação a rapidez do pensamento e a urgência das outras coisas. Fiquei preocupada com meus erros, que estão ficando muito freqüentes, e cheguei a uma conclusão ao buscar informações na rede: não sou só eu, os erros estão se tornando muito comuns. Inversão de letras, subtração ou uso inadequados de palavras e a conjugação, estão acontecendo muito! Desde pequena ouço que quem lê muito aprende melhor a usar a língua escrita, desconfio disso. Para mim a leitura abre uma outra dimensão, dificilmente noto a grafia das palavras, ou a conjugação, me atenho ao conteúdo do que está escrito,a beleza, o medo, a emoção que sugere. Uma palavra para mim vira um som e uma imagem, descola do livro ou da tela. Agora se for chato e pesado fica grudada ao papel e então indecifrável. Há diferentes, leitores, escritores, faladores. Há diferentes formas de se relacionar com a língua falada ou escrita. E uma não é mais certa do que a outra: é diferente. Não quero cometer um erro mas acho que essas idéias são de Emília Ferreiro e Paulo Freire. Eles absolveram alunos, que como eu, ficam na média sete e até os que ficam com uma média menor. Outro mecanismo que eu acho que vai se instalando é o “efeito calculadora”, como o word corrige os erros de digitação, passamos a não nos preocupar mais com eles, como não fazemos mais cálculo nenhum, assim não enxergamos mais. Meus erros acabo notando, muitas vezes, só depois que já enviei a mensagem, ou já postei um poema. Além é claro de fazermos muitas coisas ao mesmo tempo e dividirmos a atenção entre as inúmeras janelas abertas. A sorte é que como nada , na rede, é fixo, pode ser rapidamente corrigido. Acho que sempre se errou muito, senão os jornais e editoras não teriam revisores e mais revisores. Da minha parte estou feliz, ainda nos entendemos! Acho que os professores devem continuar tentando manter a unidade da língua e encontrar formas divertidas de ensinar. Mas, entender as diferenças e encontrar lugar para estas diferenças na sala de aula, no mercado de trabalho, nas artes, nos grandes meios de comunicação. Os diferentes usos da língua portuguesa falada no Brasil.
Fernanda Blaya Figueiró
17 de maio de 2011
Estou muito feliz com a flexibilização da ensino da língua portuguesa. As línguas são vivas e estão em constante mudança. Hoje em dia acho que nem poderíamos falar em “uma” língua portuguesa falada no Brasil, mas nas várias línguas faladas no Brasil. E mesmo nos estados há diferenças fundamentais, dependendo as vezes da origem das pessoas que compõem as cidades, a forma do ensino e de comunicação. Eu, particularmente, sempre tive muitas dificuldades em entender algumas questões da língua portuguesa e sempre achei o ensino de português cansativo e enfadonho, mesmo assim conseguia minha média sete e “fui levando”. Mas, em contrapartida, sempre adorei a palavra escrita e a leitura. Assim como gosto de ouvir as diferentes formas de falar. “Certo ou errado” são conceitos que estão sendo vencidos, que bom, assim poderemos progredir. Na minha opinião a língua poderia ser simplificada, mas isso levaria muito tempo e quando se decidisse qual era a nova norma culta, o povo já teria inventado alguma outra coisa. O culto estaria sempre correndo atrás do popular. Então acho que este conjunto de regras e exceções que compõe a língua deve continuar por mais algum tempo, enquanto ainda conseguimos nos comunicar. Já a comunicação na internet está mudando gradativamente a escrita, ninguém tem tempo para esperar os dedos em sua defasagem com relação a rapidez do pensamento e a urgência das outras coisas. Fiquei preocupada com meus erros, que estão ficando muito freqüentes, e cheguei a uma conclusão ao buscar informações na rede: não sou só eu, os erros estão se tornando muito comuns. Inversão de letras, subtração ou uso inadequados de palavras e a conjugação, estão acontecendo muito! Desde pequena ouço que quem lê muito aprende melhor a usar a língua escrita, desconfio disso. Para mim a leitura abre uma outra dimensão, dificilmente noto a grafia das palavras, ou a conjugação, me atenho ao conteúdo do que está escrito,a beleza, o medo, a emoção que sugere. Uma palavra para mim vira um som e uma imagem, descola do livro ou da tela. Agora se for chato e pesado fica grudada ao papel e então indecifrável. Há diferentes, leitores, escritores, faladores. Há diferentes formas de se relacionar com a língua falada ou escrita. E uma não é mais certa do que a outra: é diferente. Não quero cometer um erro mas acho que essas idéias são de Emília Ferreiro e Paulo Freire. Eles absolveram alunos, que como eu, ficam na média sete e até os que ficam com uma média menor. Outro mecanismo que eu acho que vai se instalando é o “efeito calculadora”, como o word corrige os erros de digitação, passamos a não nos preocupar mais com eles, como não fazemos mais cálculo nenhum, assim não enxergamos mais. Meus erros acabo notando, muitas vezes, só depois que já enviei a mensagem, ou já postei um poema. Além é claro de fazermos muitas coisas ao mesmo tempo e dividirmos a atenção entre as inúmeras janelas abertas. A sorte é que como nada , na rede, é fixo, pode ser rapidamente corrigido. Acho que sempre se errou muito, senão os jornais e editoras não teriam revisores e mais revisores. Da minha parte estou feliz, ainda nos entendemos! Acho que os professores devem continuar tentando manter a unidade da língua e encontrar formas divertidas de ensinar. Mas, entender as diferenças e encontrar lugar para estas diferenças na sala de aula, no mercado de trabalho, nas artes, nos grandes meios de comunicação. Os diferentes usos da língua portuguesa falada no Brasil.
Fernanda Blaya Figueiró
17 de maio de 2011
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