Tudo o que deixei para depois
Sempre ouvi dizer que não deveria adiar as Coisas
E sempre adiei, por rebeldia?
Não! Por inércia
Adiar ou não
Não faz o menor sentido
As Coisas acontecem na devida hora
No momento em que tem que ser
Não se preocupe com as Coisas da Humanidade
Está certo
Tudo está certo
O que foi deixado para depois
Não vai fazer a menor diferença
Fernanda Blaya Figueiró
8 de fevereiro de 2011
Ano primeiro
Os primeiros anos de um poema
São tateis, sensitivos, inseguros
Os anos que se seguem são alegres
curiosos, desprendidos
Os anos medianos são taciturnos,
problemáticos, monetários
O poema que a tudo isso
trancende vaga livre
Não ensina uma língua
Não preenche lacunas
Não rompe paradigmas
Nem cria novidades
Vive
mesmo que nunca tenha sido
Fernanda Blaya Figueiró
8 de fevereiro de 2011
Sempre ouvi dizer que não deveria adiar as Coisas
E sempre adiei, por rebeldia?
Não! Por inércia
Adiar ou não
Não faz o menor sentido
As Coisas acontecem na devida hora
No momento em que tem que ser
Não se preocupe com as Coisas da Humanidade
Está certo
Tudo está certo
O que foi deixado para depois
Não vai fazer a menor diferença
Fernanda Blaya Figueiró
8 de fevereiro de 2011
Ano primeiro
Os primeiros anos de um poema
São tateis, sensitivos, inseguros
Os anos que se seguem são alegres
curiosos, desprendidos
Os anos medianos são taciturnos,
problemáticos, monetários
O poema que a tudo isso
trancende vaga livre
Não ensina uma língua
Não preenche lacunas
Não rompe paradigmas
Nem cria novidades
Vive
mesmo que nunca tenha sido
Fernanda Blaya Figueiró
8 de fevereiro de 2011
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