Ser etéreo
quem vai estar
quem vai ouvir
quem vai ler
não importa
é precisa transitar livremente pelo espaço
estar entre as nuvens
escrever para as borboletas e
ouvir os preciosos murmúrios dos passarinhos
e nunca, nunca praguejar
as pragas ficam presas na ponta da língua
para amar é preciso esquecer
esquecer quem esteve
quem ouviu
quem leu
eu estive
eu ouvi
eu li
e tudo dançou uma ciranda
agora não sei mais
se li
se estive
ou se ouvi
mas sei sim
que tudo que escrevo saiu de alguma destas interações
todo o poema poderia ser um longo romance
3 de janeiro de 2011
Fernanda Blaya Figueiró
quem vai estar
quem vai ouvir
quem vai ler
não importa
é precisa transitar livremente pelo espaço
estar entre as nuvens
escrever para as borboletas e
ouvir os preciosos murmúrios dos passarinhos
e nunca, nunca praguejar
as pragas ficam presas na ponta da língua
para amar é preciso esquecer
esquecer quem esteve
quem ouviu
quem leu
eu estive
eu ouvi
eu li
e tudo dançou uma ciranda
agora não sei mais
se li
se estive
ou se ouvi
mas sei sim
que tudo que escrevo saiu de alguma destas interações
todo o poema poderia ser um longo romance
3 de janeiro de 2011
Fernanda Blaya Figueiró
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