Poema - Ano novo, tudo de novo

Ano novo, tudo de novo

Tudo, em termos humanos, vira um produto
O bom vendedor cria no consumidor em potencial
Uma necessidade que ele não tem
Contorna objeções, seduz com sonhos
Até chegar ao momento sublime do
Fechamento
Do contrato

Você necessita de um amigo, de um amor
De um grupo, uma matilha?

Não!
Você tem que ler ou escutar determinadas
“Verdades”
Não!

Relações artificiais são nocivas
Estou aprendendo a evitá-las

bem-me-quer mal-me-quer bem-me-quer mal-me-quer

queira me bem, queira me mal

Não! Não me queira
Nem me aceite

Caminhe ao meu lado
Ou para o lado inverso
Ou na perpendicular
Ou na diagonal...


02 de janeiro de 2011
Fernanda Blaya Figueiró

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