Vinte e cinco de novembro de 2012
O jornal Correio Rural caminha para seu centenário, que deve acontecer um mês antes da data anunciada, por algumas correntes de interpretação do Calendário Maia, para o fim do mundo. Nosso planeta esta vivo e em constante transformação, nestes quase cem anos muita coisa mudou, muitos registros foram feitos e digamos que vivemos um tempo histórico registrado pela imprensa. Nossa história não é gravada em pedras, ou pergaminhos, é amplamente registrada por fotografias, filmes, relatos, gravações, matérias. A Viamão de quase cem anos atrás encontra nas páginas do jornal um retrato de sua época. Os antigos moradores , que hoje emprestam seus nomes para os principais logradouros da cidade, passaram pelas páginas do jornal. Recuperar a memória, conhecer
a comunidade e divulgar a cultura é uma das funções de um jornal. De quantos em quantos anos há seca, de quanto em quanto tempo há enchentes? Qual é o “ciclo do tempo”? Como podemos nos preparar para evitar estas “catástrofes naturais” como a que assola os estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. O sofrimento de pessoas e animais, com a seca, poderia ter sido evitado e como? Que providências uma comunidade pode tomar para não ser pega de surpresa. Li em uma matéria, não sito a fonte pois não recordo, que uma das grandes funções do Calendário Maia era justamente conhecer os ciclos de desenvolvimento das civilizações, que duravam, se não me engano, vinte anos. Temos que ser solidários com nossos compatriotas que estão enfrentando um antecipado “fim de mundo” , mas principalmente precisamos nos preparar para enfrentar as adversidades que as mudanças no planeta podem trazer. Precisamos conhecer nosso passado. Há gente de mais no mundo, mas ele é grande e generoso. Nosso planeta, nossa casa, como frisa a Carta da Terra, talvez necessite de uma reengenharia, para que todos tenhamos um lugar seguro, aquecido, abastecido e uma vida em paz e harmonia. Proponho que ocupemos um pouco de nosso tempo revisitando pontos positivos e negativos da vida em comunidade em Viamão, através das páginas do Correio Rural e dos demais jornais, pois a realidade e a verdade são um prisma, quanto mais registros mais completas elas ficam. Como nas religiões, filosofias, artes, cada uma tem um pedacinho de verdade, um pedacinho de uma realidade. A soma de todas elas vai nos dar uma visão ampla de uma imagem que talvez nem se quer exista. Façamos um grande mutirão de preces para essas comunidades e um outro mutirão para prevenir nossas calamidades públicas. Claro que ações concretas como doações são fundamentais também. Quem sabe estejamos chegando a o fim das grandes metrópoles e o retorno a cidades menores e mais seguras. Assim como ao fim de um período sócio-político-econômico que “decai” e prova sua insustentabilidade. Como somos pequenos cuidemos de nosso quintal, Viamão.
Fernanda Blaya Figueiró
17 de janeiro de 2011
O jornal Correio Rural caminha para seu centenário, que deve acontecer um mês antes da data anunciada, por algumas correntes de interpretação do Calendário Maia, para o fim do mundo. Nosso planeta esta vivo e em constante transformação, nestes quase cem anos muita coisa mudou, muitos registros foram feitos e digamos que vivemos um tempo histórico registrado pela imprensa. Nossa história não é gravada em pedras, ou pergaminhos, é amplamente registrada por fotografias, filmes, relatos, gravações, matérias. A Viamão de quase cem anos atrás encontra nas páginas do jornal um retrato de sua época. Os antigos moradores , que hoje emprestam seus nomes para os principais logradouros da cidade, passaram pelas páginas do jornal. Recuperar a memória, conhecer
a comunidade e divulgar a cultura é uma das funções de um jornal. De quantos em quantos anos há seca, de quanto em quanto tempo há enchentes? Qual é o “ciclo do tempo”? Como podemos nos preparar para evitar estas “catástrofes naturais” como a que assola os estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. O sofrimento de pessoas e animais, com a seca, poderia ter sido evitado e como? Que providências uma comunidade pode tomar para não ser pega de surpresa. Li em uma matéria, não sito a fonte pois não recordo, que uma das grandes funções do Calendário Maia era justamente conhecer os ciclos de desenvolvimento das civilizações, que duravam, se não me engano, vinte anos. Temos que ser solidários com nossos compatriotas que estão enfrentando um antecipado “fim de mundo” , mas principalmente precisamos nos preparar para enfrentar as adversidades que as mudanças no planeta podem trazer. Precisamos conhecer nosso passado. Há gente de mais no mundo, mas ele é grande e generoso. Nosso planeta, nossa casa, como frisa a Carta da Terra, talvez necessite de uma reengenharia, para que todos tenhamos um lugar seguro, aquecido, abastecido e uma vida em paz e harmonia. Proponho que ocupemos um pouco de nosso tempo revisitando pontos positivos e negativos da vida em comunidade em Viamão, através das páginas do Correio Rural e dos demais jornais, pois a realidade e a verdade são um prisma, quanto mais registros mais completas elas ficam. Como nas religiões, filosofias, artes, cada uma tem um pedacinho de verdade, um pedacinho de uma realidade. A soma de todas elas vai nos dar uma visão ampla de uma imagem que talvez nem se quer exista. Façamos um grande mutirão de preces para essas comunidades e um outro mutirão para prevenir nossas calamidades públicas. Claro que ações concretas como doações são fundamentais também. Quem sabe estejamos chegando a o fim das grandes metrópoles e o retorno a cidades menores e mais seguras. Assim como ao fim de um período sócio-político-econômico que “decai” e prova sua insustentabilidade. Como somos pequenos cuidemos de nosso quintal, Viamão.
Fernanda Blaya Figueiró
17 de janeiro de 2011
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