Testemunha do sagrado
Eu sou um daqueles que já não pode mais morrer jovem.
A vida me quis para testemunha, deste cessante mudar sem mudar.
Um peso se instala em minhas costas, talvez por ver sem ver.
Continuo aqui.
Olhando!!
Esperando? Não! Não espero nada, não mais espero nada.
Apenas suporto.
Hoje mesmo entrei em um templo e percorri toda a via. Quanta dor! Sacra dor, sacro caminho. E nada do sagrado nas paredes. Nada de sagrado nos olhares desfigurados dos vivos.
Afirmo e reafirmo, não me condene, que o sagrado ainda existe.
Eu sou Pedro e sobre esta pedra foi erguida tua igreja. Ai! Como pesa esse constante olhar.
Fernanda Blaya Figueiró
Eu sou um daqueles que já não pode mais morrer jovem.
A vida me quis para testemunha, deste cessante mudar sem mudar.
Um peso se instala em minhas costas, talvez por ver sem ver.
Continuo aqui.
Olhando!!
Esperando? Não! Não espero nada, não mais espero nada.
Apenas suporto.
Hoje mesmo entrei em um templo e percorri toda a via. Quanta dor! Sacra dor, sacro caminho. E nada do sagrado nas paredes. Nada de sagrado nos olhares desfigurados dos vivos.
Afirmo e reafirmo, não me condene, que o sagrado ainda existe.
Eu sou Pedro e sobre esta pedra foi erguida tua igreja. Ai! Como pesa esse constante olhar.
Fernanda Blaya Figueiró
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