Um poema

Trânsito

Alguns leitores têm dificuldade
Em trafegar por meus versos
Talvez por que falte a
Estrada
É como trilhar a terra dura e sem sulco
Tem pedras, grama, mato, cobras, lagartos e
Toda a sorte de aberrações
De repente salta um ponto e
Uma vírgula subiu numa árvore
Há algum poço fundo ou um vale de terra movediça em pleno deserto
No total
Sei lá se vale o esforço de continuar
Acho que nem tem mesmo solução
Ou Rumo Certo
Talvez eu devesse
Abrir a porta e
E pedir a eles que saltassem
Calma!
Ficariam com Bandeira.

Fernanda Blaya Figueiró
Viamão, 18 de dezembro de 2009

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