Um poema

Plano

Nem tudo cabe
No primeiro plano
Algo corre no fundo
Depois da colina
Além do oceano
Queria sentir a distância
Diminuindo mas
A Vida me ocupa como uma
Tela vazia
A luz decomposta
Pousou em minha retina
Eu não planejei estes versos
Eles estavam soterrados
Tirei a areia acumulada
Agora plano no ar
Serão enganos todos estes
Planos?




Viamão, 18 de dezembro de 2009
Fernanda Blaya Figueiró

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