Incorreto
Estou sentindo o anzol cravado no céu da boca
Um pachorrento pescador puxa a linha e olha para mim
Com um olhar morno de boi
Cheio de uma notável sensibilidade
Pesa, fotografa e avalia
Sua presa!
Tomado de um sentimento de superioridade devolve-me ao mar
O que está dissimulado neste jogo sem sentido?
A humanidade tornou-se obsoleta.
Os homens não sabem o que fazer com o tempo que sobra
Dizem, aqui no mar, que estão em risco de extinção.
Essa foi a isca que mordi
Bom, se acredito em Deus?
É lógico! E para manter
Essa mágica e gostosa sensação
Mantenho minha cabeça voltada para o mar
Deus está de brincadeira
Como o pescador que devolve o peixe mutilado ao mar
Cansou de nós...
Deus existe! Não está morto! Não está de férias!
Eu como, bebo, respiro, piso, inalo, exalo, vejo
Deus
Em tudo
Ou no todo
Se não existir? Não existe!
Essa isca velha
Dá dor de estômago
Viamão, 27 de novembro de 2009
Fernanda Blaya Figueiró
Estou sentindo o anzol cravado no céu da boca
Um pachorrento pescador puxa a linha e olha para mim
Com um olhar morno de boi
Cheio de uma notável sensibilidade
Pesa, fotografa e avalia
Sua presa!
Tomado de um sentimento de superioridade devolve-me ao mar
O que está dissimulado neste jogo sem sentido?
A humanidade tornou-se obsoleta.
Os homens não sabem o que fazer com o tempo que sobra
Dizem, aqui no mar, que estão em risco de extinção.
Essa foi a isca que mordi
Bom, se acredito em Deus?
É lógico! E para manter
Essa mágica e gostosa sensação
Mantenho minha cabeça voltada para o mar
Deus está de brincadeira
Como o pescador que devolve o peixe mutilado ao mar
Cansou de nós...
Deus existe! Não está morto! Não está de férias!
Eu como, bebo, respiro, piso, inalo, exalo, vejo
Deus
Em tudo
Ou no todo
Se não existir? Não existe!
Essa isca velha
Dá dor de estômago
Viamão, 27 de novembro de 2009
Fernanda Blaya Figueiró
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