Dialógico
Quando a criação surge das profundezas
O criador não tem plena consciência do que está fazendo
O sentido do objeto vai se revelando aos poucos
A tomada de consciência gradativa da obra
Assume uma gravidade quase esmagadora
Por um instante, um instante apenas,
De insanidade temi ter criado um novo Deus
Mas, o instante passou
Soou algum apito e
E tudo voltou a ser inútil e livre
Sentados no jardim de meu pensamento
Bebiam chá Deus e o Demônio
Como bons e velhos amigos que são
Riram de minha ilusão e prontamente
Desapareceram sorrindo e dançando
Sobrou mais um poema caduco
Sosseguei!
Não há nada de perigoso num poema pobre
Fernanda Blaya Figueiró
Viamão, 20 de novembro de 2009.
Quando a criação surge das profundezas
O criador não tem plena consciência do que está fazendo
O sentido do objeto vai se revelando aos poucos
A tomada de consciência gradativa da obra
Assume uma gravidade quase esmagadora
Por um instante, um instante apenas,
De insanidade temi ter criado um novo Deus
Mas, o instante passou
Soou algum apito e
E tudo voltou a ser inútil e livre
Sentados no jardim de meu pensamento
Bebiam chá Deus e o Demônio
Como bons e velhos amigos que são
Riram de minha ilusão e prontamente
Desapareceram sorrindo e dançando
Sobrou mais um poema caduco
Sosseguei!
Não há nada de perigoso num poema pobre
Fernanda Blaya Figueiró
Viamão, 20 de novembro de 2009.
Comments