Poema

A folha vazia


Eram todas bobagens antigas e
restou só a nova folha em branco

Passei pelas flores
Retive o perfume

Passei pelas frutas
Roubei as cores

Os dramas saltavam pelas ruas da
Cidade
Cheques sem fundo
A verdade proclamada na mesa do bar
Acompanhada de batatas fritas
Rupturas, enlaces, traições
Ilusões e prazeres
Tudo acontecendo
Descuidadamente

Entrei na grande sala e de lá
Observei o rio que ria, ria, ria
Queria, queria, queria
Deixar de ser rio e se tornar mar.


Viamão, 14 de outubro de 09
Fernanda Blaya Figueiró

Comments

zaira said…
Amigaaaa, q lindooooo ! AMEI ! Esta imagem do 'rio rindo' acontece dentro de silêncios encharcados de luz... Parabéns !
Adoro o q tu escreves.
Bj
Zaira