Poema

Alfaiataria

Acabei de descobrir
Sou uma poetisa sórdida

Desconhecia a Nova Poética
De Manuel Bandeira a
Velha já me bastava

Mas essa,
Parece que foi feita
Sob medida para
Minha poesia desalinhada

Não sei se o leitor ficará
Satisfeito.
Talvez os desatentos como eu
Já os críticos
São como os tarados,
Nunca estão satisfeitos

Seu desesperar exige sempre
Mais, mais e mais
Sujeira ou pureza

Sinto a leveza de
Abandonar um peso morto

Podia jogar pela janela todos estes versos
Mas eles voltam!! Eles sempre voltam!!
É o tédio já dizia o Poeta

Viamão, 2 de setembro de 2009

Fernanda Blaya Figueiró

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