Não foi nada disso
Esqueci como essas
Fotografias vieram parar no
Álbum,
Rolavam de um canto
Para outro
Sem encanto
Não chegam
A completar a página
Não esqueci do hálito morno
Daquele dia de frio
Nem do cheiro do rio
O que tem para olhar
Em uma enchente?
A vida lavando a Terra
E uma quietude de mato crescendo
Grão apodrecido no pé e
Farinha perdida
Fé abalada
Um longo olhar
Que entende a renovação
O rio continua passando
Viamão, 18 de junho de 2009
Fernanda Blaya Figueiró
Esqueci como essas
Fotografias vieram parar no
Álbum,
Rolavam de um canto
Para outro
Sem encanto
Não chegam
A completar a página
Não esqueci do hálito morno
Daquele dia de frio
Nem do cheiro do rio
O que tem para olhar
Em uma enchente?
A vida lavando a Terra
E uma quietude de mato crescendo
Grão apodrecido no pé e
Farinha perdida
Fé abalada
Um longo olhar
Que entende a renovação
O rio continua passando
Viamão, 18 de junho de 2009
Fernanda Blaya Figueiró
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