Poema de anulação

Poema de anulação

Fiquei pensando no poema desta manhã: Gerações em perdição
Algo nele é muito falso

Queria fugir a essa tendência
De ver algumas realidades carregadas de
Culpa e receio...

Cultura do medo
Culto ao sofrimento, ou seu inverso
Coitadismo e seu inverso

Eu queria superar essa coisa

“Esse número assustador”

Caminhando pela cidade entendi

“Progressão Geométrica”

Nunca fui muito boa em pensamento lógico-matemático

Mas me pareceu acertado.

Agora não sei se ainda posso anular o outro poema? Esse perderia o sentido.

A quantas quadras das grandes vias urbanas fica a pré-história?

No caso do Dilúvio, correndo na margem, nas cavernas sob as pontes.

O homem medieval mora um pouco pra dentro.
Ali! Onde não há esgoto, os ratos dividem espaços com as pessoas e as crianças tem fome, doenças de pele e parasitas pelo corpo, perto dos feudos encastelados, onde há alimentos em fartura.

A modernidade – Shopping

A pós modernidade? Virtual!
Os lunáticos??? Cruzando por avenidas

Mas, calma.

Já estão todos em casa... Tudo na maior tranqüilidade.



Viamão, 19 de março de 2009
Fernanda Blaya Figueiró

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