Ser mulher, ser homem, ser humano.

Olá!

Escrevi este texto especialmente para as comemorações do Dia
Internacional da Mulher em Viamão,

Um abraço,
Fernanda


Ser mulher, ser homem, ser humano.
“Em todas as lágrimas há uma esperança.” Simone de Beauvoir
O Dia Internacional da Mulher existe para nos lembrar das lágrimas vertidas pelas mulheres ao longo da história da humanidade. E, para nos trazer a esperança de que um dia ele não precise mais ser um dia de protesto, mas um dia de comemoração pelo fim da desigualdade entre os seres humanos. Infelizmente a nossa sociedade ainda convive com a discriminação e a violência contra as mulheres: baixos salários, prostituição infantil, pedofilia, violência doméstica, drogadição, ainda fazem parte do dia-a-dia de muitas famílias. Neste cenário é dever do poder público criar mecanismos de assistência, amparo, educação e proteção das mulheres.
Ser mulher em Viamão, ou em qualquer lugar do planeta, é fazer parte de um todo chamado humanidade. Um todo em que os homens estão inseridos. As conquistas das mulheres são as conquistas da humanidade, as derrotas das mulheres, são as derrotas da humanidade. Homens e Mulheres não são rivais, mas sim partes uns dos outros. Retirar direitos e conquistas de um ou de outro é como dar um tiro no próprio pé: vai doer, sangrar, impedir a continuidade da caminhada e pode até levar ao óbito.
As mulheres sempre desempenharam importantes papeis na sociedade, inclusive o de ter que lutar por seu lugar ao sol. Hoje ocupam uma posição fundamental na economia de qualquer comunidade, como geradoras de renda, consumidoras, administradoras, lideres políticas, e como tal merecem respeito.
Em tempos de globalização e aquecimento global a luta pela sobrevivência da humanidade passa por uma tomada de consciência do indivíduo de sua função e responsabilidade com o todo.
Mulheres e Homens constroem juntos a sociedade, se hoje ainda temos injustiça social, miséria, fome, degradação do meio ambiente, violência, é porque aceitamos que isso exista. A comunidade está se formando o reformando o tempo inteiro, é nosso dever encontrar formas de superar as desigualdades sociais. Instituições como a Coordenadoria da Mulher ainda são necessárias, principalmente para ajudar nesta tomada de consciência, da importância de cada indivíduo na construção de uma comunidade.
Com estas palavras lembrei do mestre Paulo Freire e do quanto valorizava o ato de ler e o amor como força de mudança. Educação e amor podem mudar uma sociedade.
Precisamos amar mais e ser mais amadas. Amem seus amigos,companheiros, filhos, pais e irmãos, sabendo que são humanos e imperfeitos como nós mesmas e a sociedade na qual vivemos. Quem sabe assim não modificamos esta história?
Viamão, 28 de fevereiro de 2009.
Fernanda Blaya Figueiró

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