O legado da “Turma de
Joaquim Barbosa”
Joaquim Barbosa vai
ficar na memória brasileira como a pessoa que enfrentou a corrupção
de frente, junto com seus colegas ministros. Não seria justo que
toda a ação do Processos do Mensalão, que levou os corruptos a
serem presos seja atribuída a uma única pessoa. Se pensarmos em
inclusão social podemos dizer que a Suprema Corte( acredito que esta
é nomenclatura correta) representa bem toda a diversidade
brasileira, em gênero, em etnias, em pensamentos, em ideias, em
posturas, a nossa diversidade como povo. Os acalorados embates, as
fagulhas que saíram mostraram que a verdade é multifacetada, existe
uma diversidade de opiniões e de interpretações sobre os fatos
entre as pessoas mais instruídas do país, e eles chegam a um
consenso, a uma conclusão, que não é necessariamente unânime. As
pessoas que forem sucedendo a ele e sua turma, que já sucedeu a
grandes homens, terão o desafio de continuar restituindo a Fé do
cidadão comum. Saber a hora de aposentar-se também foi uma grade
lição. Ver um Ministro trabalhando com uma profunda dor na coluna
mostrou ao povo que a doença atinge também os “ricos” e
poderosos. Ninguém está livre de ter dor em algum momento, mas a
vida continua. Agora que seu trabalho foi feito poderá cuidar da
própria saúde. O Brasil tem jeito. Está no caminho do
desenvolvimento, precisa em alguns momentos que alguém ajuste o
curso, que diga isso não pode acontecer. Eu não sou absolutamente
contra, nem absolutamente a favor dos atuais governantes do país, em
todos os âmbitos nacional, estadual e municipal. Acho que eles tem
ações boas e ações ruins. Nem todos são corruptos e degradados,
mas em alguns casos são. Sou contra o mecanismo que se infiltrou na
nossa sociedade, há muito tempo, não sei dizer qual é, que permite
o surgimento da corrupção. Em outubro teremos as eleições e as
pessoas que assumirem o país, no executivo e no legislativo, deverão
manter em mente a imponente figura de Joaquim Barbosa e seus colegas.
Vai dar certo! Quando alguém olhar para um brasileiro e disser: não
vai dar certo, por você ser pobre, ou por ser negro, ou por ser
mulher, por ter dor nas costas, ou por ter alguma outra barreira, ele
poderá pensar nessa turma e na sua diversidade e acreditar. Pode sim
dar certo, podemos vencer nossos limites, nossos problemas e evoluir.
Nem todos estaremos no topo, mas podemos todos estar
vivendo bem.
Fernanda Blaya Figueiró
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